11 de julho de 2008

Minha linda flor!

Hoje morreu a minha flor, talvez a culpa seja minha, talvez não tivesse cuidado dela como ela devia ser cuidada.
Mas eu quiz a ter, demais e então eis que não dei a atenção necessária.
Talvez se eu tivesse cuidado melhor dela, mas eu a quiz demais, e aí eu descuidei.
Mas agora ela se foi e não sei se estou triste. Estou estranho, não sei se devo cuidar de outra flor, ou deixar que verdadeiros jardineiros as cuidem.
Talvez eu não seja a pessoa ideal para ter uma flor.
Dizem que não escolhemos, somos escolhidos, então me pergunto: será que ela me escolheu?
Mas... sempre tem um más em tudo.

mas... sim, triste sim.

francoa mog#

10 de julho de 2008

jornais

"... as pessoas que se enrolam nos jornais
não são mais notícias
Elas não esperam de um papel em duas cores
nada mais que um pouco de calor..."

demorei para entender, mas ainda não há lucidez suficiente.

francoa mog#

3 de julho de 2008

A coisas, na minha maneira se fazer

 Em algum momento de sua vida, infeliz ou boa, você vai ter que parar olhar tudo o que fez e refletir sobre acertos e erros, isto é inevitável. Por mais inconsequente que você seja, ou mais correto que viva, necessitará repassar ela a limpo, talvez para sentir-se bem consigo mesmo.
 Nestas horas, aparece um sentimento de frustação por não ter pulado da ponte, ou arremessar um corpo no espaço, mas nunca é tarde para recomeçar, ou melhor, eu prefiro.... começar.



"E agora que o fim esta perto
E eu encaro esse momento
Meus amigos, eu vou confessar
Os meus pecados e sentimentos

Vivi a mil por hora
E por caminhos que eu nem lembro agora
E mais, bem mais eu sei
I did it my way!!!

Remorsos, eu tenho alguns
Mas mesmo assim, são muito poucos
Eu fiz o que tinha que fazer
Enquanto voces gritavam: "Bota pra foder"
Eu planejei cada jogada, cada trepada, por essa estrada
E mais, bem mais eu sei
I did it my way

Naqueles tempos eu era um menino
Que já sabia, do meu destino
E caminhando de norte a sul
Eu vi muita gente, tomar no cú
Eu entendi e não esqueci
I did it my way

Andei, sorri, chorei e me entreguei ao meu trabalho
E agora que passou o tempo, eu acho pra caralho
Não ter o que prometer, e não saber mais o que dizer
I did it my away

Pra que serve o homem, o que é que ele tem
Ou é um puta barão, ou João ninguém
Fazer as coisas que desejou
Comer as mulheres com quem sonhou
Eu me fodi, mas resisti
I did it my, my, my way.
"

francoa mog#

26 de junho de 2008

Soneto de separação

Adoro o drama imposto....

"De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o presentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."

Este poema do  VM é perfeito, lírico, dramático.. e pq não simples, como um coração partido.

francoa mog

25 de junho de 2008

Libra

É de Libra.
A balança universal, a busca pelo equilíbrio. Da mente analítica e do julgamento, a justiça sempre presente.
Zela para que ninguém saia ferido ou maculado.
Das metades que se unem pelo pêndulo, encontrar o meio termo é sempre um árduo trabalho. Busca na forma solta e alegre a convivência harmônica. No rosto as covinhas características, se não estão aí, os joelhos denunciam sempre.
Signo que tem como mito Tirésias. O cego, o sábio. A visão interior.
Conta a lenda que ele era protegido da Deusa Hera. Uma vez estava no Olimpo quando presenciou um ato divino: a cópula de uma cobra macho e uma cobra fêmea. Curioso, perguntou a Hera quem sentia mais prazer - o homem ou a mulher. Hera, sem saber a resposta, levou a questão a Zeus.
Zeus permitiu que Tirésias experimentasse ser mulher por um determinado tempo. Passado o período, voltou a forma masculina. Diante de Zeus e de Hera, o Deus do Olimpo perguntou: quem sente mais prazer, o homem ou a mulher?
Tirésias, sem querer deixou escapar que quem sentia mais prazer era a mulher. Zeus, furioso, cegou-o.
Dessa essência que conhece os dois lados está o signo de Libra, capaz de compreender como poucos, naturezas tão díspares. Regido por Vênus, deusa da beleza e do prazer.
Nascer sob sua égide é um privilégio.

francoa mog

Noite ...

A NOITE E A LEMNISCATA
A título de curiosidade vale pelo sincronismo entre a noite e a lemniscata.
O que uma percepção é capaz de descobrir ao comparar, de uma forma bem generosa, os significados das palavras e as possibilidades das mesmas dentro de um contexto.
"Em todos os idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8.
A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também simboliza isso. Ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito.
Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano : notte = n + otto".

Extraido do blog da Analu Menezes (http://lemniscata.blogspot.com/).

francoa mog#

6 de junho de 2008

ainda posso fugir....

Numa sexta-feira triste, ao som de Born to Run, melancólico demais.....

Durante o dia sentimos o doce cheiro das ruas
Uma fuga dos nossos tolos sonhos
À noite nós passeamos na rua
Esta cidade rasga a pele
É uma armadilha para a morte, é um suicídio
Nós podemos fugir enquanto somos jovens
Pois nós nascemos para fugir

Permitam-me, quero um amigo
Eu quero guardar os seus sonhos e ilusões
Basta vestir um velho jeans ou um vestido florido
Sinta as minhas mãos
Juntos poderemos quebrar essa armadilha
Iremos correr até que cansar, baby nós não precisamos voltar
Eu sou apenas um cavaleiro solitário e assustado
Mentindo para mim mesmo
Ninguém gosta de mim
Mas eu sei como é que se sente
Gostaria de saber se o seu amor é selvagem
Eu quero saber se o amor é real

Para além deste lugar
Garotas com cabelos prateados
E os rapazes que olham assustados
Parques de diversões com montanhas russa
Sonhos de crianças, vendidos pelos velhos filmes americanos

A brisa das manhãs na praia
A névoa das noites de inverno
Eu quero morrer esta noite...
Em um eterno beijo

Rodovias matam heróis
Esta é a sua última chance de poder fugir livre
Um dia, no ultimo dia, todos fogem para a estrada, mas esta noite
Não há um lugar para esconder os medos
Juntos podemos viver...
Eu te amo com toda a loucura em minha alma
Algum dia, guria, não sei quando
Vamos chegar até o lugar onde realmente queremos ir
E nós vamos caminhar em direção ao sol
Mas até o nosso dia chegar

Linda vamos fugir....

francoa

5 de junho de 2008

Qua;l é o verdadeiro nome?

Foi uma ilusão, uma insensatez
Há que pôr o chão... Nos pés

Era como um trem, que anda sem passar
Era um tempo sem.... Lugar

Mas... Foi um sonho bom
De sonhar porque
Me sonhava com Você
E então seu canto veio me acordar

Era uma ilusão, No interior
De uma outra ilusão, Maior

Mas, Você foi pro sol
Noite me envolveu
Num silêncio igual
Ao seu, E então seu canto veio me acordar

Tudo é uma ilusão, Os que estão aqui
Esses não estão, Em si
Do universo, o além, Faunos ou mortais
Vão restar mais nem, Sinais

Tudo o que se vê, É o sonho de algum
Pobre sonhador, Todas as estrelas
Todas as misérias, Todos os desejos
E a canção do meu amor, Tudo o que se viu Tudo o que se foi 

Última ilusão, Amanhece já
Vai-se abrir o chão, Quiçá
A ilusão se esvai, É uma cena só
E a cortina cai, Sem dó
Vai cessar o som, A sessão já foi
Despertar é bom, Mas dói

Pedras vão rolar, Choram serviçais
Vão se espatifar, Vitrais
Tomba o refletor, Ardem camarins
Cai no bastidor, A atriz
Descarrila o trem, O pilar cedeu
Vai morrer meu bem, E eu

Num jardim fugaz, De espirais sem fim
Eu corria atrás, De mim
O homem se distrai, Dorme em boa fé
Sua sombra sai, A pé

Mas... Foi uma ilusão
Uma insensatez
Há que pôr o chão
Nos pés

(Chico Buarque)

8 de maio de 2008

Modernidade (LFV)

- Mãe, vou casar!
- Jura, meu filho?! Estou tão feliz! Quem é a moça?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração,que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu.. A minha.. O Murilo?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui?
- Por quê?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metades com bigode.
- Mãe, que besteira... Hoje em dia praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando?! Ela não me falou nada.. Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como?
- Veruska...
- Ah bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe!!
- Tá, tá... Tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto.
- Por que não? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska?
- Namorada da Bel...
- Peraí. A ex-namorada do teu atual namorado... É a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem?
- Da Bel.
- Mas logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela,que é a Veruska .
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
- Em termos...
- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel, além de mãe, é tia... Ou tio... Porque é tua irmã.
- Exato.
- E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exato!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas...
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior...Com incesto no meio!
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei! E quando elas quiserem ter filhos...
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que...?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente vai ser foda!

(Luís Fernando Veríssimo)

7 de maio de 2008

Ela

Inspirado por um Nei em mim....

"O que que eu vou fazer pra te esquecer, se já não se lembras, apenas amas por mim
por que estou tão down, se o mundo não é tão ruim
como vou fazer pra amar você, se não tenho nada dentro de mim

Já não sei mais como viver, ontem estava calmo, hoje não mais
ser feliz é tão difícil sem você, mesmo que não queiras, preciso de ti
sabes o que sinto, mas não sei como explicar,
preciso te ver sorrindo, "mais leve que o ar".

Estar contigo é sentir o infinito, mesmo difícil de olhar
sinto um pássaro lindo invadindo o seu olhar.
"que nem um adeus pode apagar".

francoa

5 de maio de 2008

Saudosismo

Saudoso é aquele que superestima o passado. É comum nas fases mais adiantadas da vida. Crianças não são saudosistas, obviamente porque não tem ainda um passado a considerar. Entre os jovens o saudosismo pode se manifestar, mas não tão intenso e freqüente. É com os idosos, principalmente, que o saudosismo assume suas formas mais extremadas. O saudosista geralmente começa seus discursos dizendo “No meu tempo as coisas eram diferentes...” ou “Antigamente, sim, era bom...” e depois emenda o relato da época gloriosa que já não existe mais.

Eu, que já não sou mais criança, mas que tampouco posso me considerar um sujeito de longa dada, senti-me recentemente possuído por um tipo peculiar de saudosismo. Digo “peculiar” pois se trata da saudade de um tempo que eu não vivi. Sim, senti saudade de uma época que não foi a minha época. Senti saudade da mística e distante época dos deuses mitológicos. Parece estranho e, por que não dizer, estúpida uma saudade de um tempo tão arcaico. Muito mais se se levar em consideração toda a riqueza que o desenvolvimento da ciência coloca, hoje, a nossa disposição. No entanto, foi o que aconteceu.

Tudo começou com uma seqüência tediosa de dias chuvosos. Não que eu não goste de chuva, só que, depois de quatro dias o fenômeno começa a me deixar cansado e um tanto quanto angustiado. E, de fato, foi essa angustia gerada pelo mau tempo que me fez invejar o período mitológico. Por quê? Simplesmente porque, naquela época as pessoas sabiam exatamente com quem se incomodar. Havia um deus da chuva. Ele era o responsável, ou melhor, o culpado. Podiam mencioná-lo nas conversas (“É, Tor deve mesmo estar de mau humor...”), xingá-lo (“Oh, deus sem compaixão, não lhe comove tantos desabrigados?”) e, até, se fosse o caso, agradá-lo com oferendas e hinos, na esperança de que o bom humor do deus (os deuses costumavam ser meio temperamentais, naquela época) se refletisse nas condições do clima.

E hoje, nós, a quem podemos dirigir nossos protestos e nossos clamores? A ciência, com todas as suas explicações nos deixou sem bodes expiatórios. Como conseqüência, ficamos com a angústia de quem está insatisfeito e não tem para quem se queixar. Eis a nossa desvantagem em relação a antiguidade mitológica: não temos a quem vos voltar. Resta-nos apenas a resignação. E nem adianta pensar nos metereologistas; eles são tão inocentes nessa história quanto qualquer outro reles mortal. Exceto pelas confusões que causam quando antevêem um belo dia de sol, com temperaturas amenas, e tais previsões simplesmente “esquecem” de acontecer.

O pior de tudo é que isso vale analogamente para a política. Sentimo-nos descontentes e, não obstante, não sabemos com quem reclamar. Estamos sempre a volta com escalões, comissões... Acontece quase tudo, não muda quase nada. E os responsáveis nunca aparecem. Nos resta a resignação. Sempre, novamente, apenas a resignação. Protestar? Contra quem? Contra todos, alguém vai dizer. Mas o todo é indeterminado e, por fim, não é ninguém. E então ficamos com aquela sensação rabugenta de que protestar contra a política é tão insensato quanto protestar contra o mau tempo.


marcelo doro


29 de abril de 2008

Que linda a manchete do jornal

Atualmente, não sei mais o que esperar da vida, o mundo está tão estranho, tudo se tornou pagavél, ou ao menos tem quem pague.
Sejam canais de notícias, ou jornais, sem falar nas revistas de besteirol, mas até onde, estamos realmente interessados nas manchetes.
Atualmente a moda é a morte, ou melhor o "Assassinato de Isabela" , logo logo vira filme, pois ninguém mais aguenta ligar a tv e ver a mesma notícia, lembrem-se Isabela não é filha do Zé da esquina, por isso é manchete.
Quantos jornalistas realmente estão interessados em descobrir o que realmente aconteceu, quantos estão interessados em apenas vender sua matéria, temos que ter lucro, nem que seja na morte, ou nos assassinatos, mas quantas pessoas são mortas, e nao viram manchetes?
Não há mais corrupção, pois agora só há a Isabela, não há mais fome, e outras coisinhas.
Domingo durante a reconstituição, parecia palhaçada, pessoas fantasiadas... para que? e a pobre mãe da garota? ninguém pensa no sofrimento dela? e ela sofre? claro que não se sofre, se sofresse, estaria nas capas Fulada de Tal, vulgo mãe de Isabela passeia chorando em Ipanema, ou outro lugar qualquer, claro que o "chorando" teria letras garrafais, enfatizando bem, mas isto não vende.
francoa

20 de abril de 2008

uma noite de outono, duas noites de primavera‏

"... meu amor nasceu no inverno, numa noite de chuva, numa noite diferente de todas as noites que já vivi antes;meu amor foi uma graça, estava vestida de preto, e eu? nem me lembro a cor de meus olhos, mas ela estava com uma blusinha preta, isto me lembro bem;nao dançamos muito, achuva atrapalhava, as confusões também, meus olhos nem sabiam quem ela era, mas meu coração sim, ele sabe tudo, hoje ele fala comigo, por um tempo não.Ela quis ir embora com uma amiga, nao podia deixa-lá partir assim, nao mesmo, nao queria nada demais, seu olhar me bastava.Sua voz, esta era uma angustia... esta me desmontava, tao macia, tao sedosa, tao de tao que nem ouvia as palavras, apenas imaginava as frases que eu queria ouvir saindo daquela boca.Seu corpo, pra falar a verdade, nao olhei, seu rosto me encantou, seus olhos, boca, cabelo, tudo, enfim era perfeito, nao precisava ter mais nada, nao precisava olhar nada ao redor, ele combinava com tudo... Sua voz era tao meiga, e tao fria, ela era tao doce, e tao salgada, e eu, apenas mais um bobo que se encantava a cada minuto que passava..."

françoá

7 de abril de 2008

(sem título)

...este blog está passando por uma crise
e a culpa é, toda ela, dos editores; ok, do mundo também
já não acontecem muitas coisas que valham a pena comentar
(e ninguém mais suporta filosofias baratas)

portanto, na falta de algo pertinente para dizer
o melhor é se calar.
por tempo indeterminado...
talvez até amanhã, ou depois, ou depois, ou nunca mais.

é isso, tudo já foi dito!
nada mais resta, senão lametar
é o fim da história
"tudo o que é sólido desmancha no ar"

viva a mediocracia
somos apenas os órfãos desse mundo irresponsável
não os pais
cadê os culpados?

e o Marx, por que ninguém mais fala dele?
ai, que sono

10 de março de 2008

Novos pecados capitais

... só faltava isso! O Vaticano divulgou a lista dos novos pecados capitais que vêm se somar aos já existentes. Isso pra confirmar aquele velha intuição popular, segundo a qual "nada é tão ruim que não possa piorar".

***

O Vaticano incluiu na lista de condenações a manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental. A alteração ocorreu, para adaptar os pecados à 'realidade da globalização'.

A listagem foi publicada no jornal do Vaticano, neste final de semana. Os outros pecados capitais são gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça. Ao contrário dos outros sete, os novos pecados ultrapassam os direitos individuais e adquirem uma dimensão social. As informações são do site G1.

Os novos pecados capitais

1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas"

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&tab
=00013&newsID=a1790418.htm&subTab=


[marcelo doro]

2 de março de 2008

laaventura

Sim, mais uma vez estou postando uma letra, mas para mim, não é apenas uma letra, são muitas, quada parágrafo nos diz muito, é interessannte como podemos distorcer os fatos, por nós vividos, para que nos pareçam melhore, ou para nos apaziguar, ou nos enganar? Por que não?

Bom segue a letra, o compositor é o Renato Russo

"Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar prá trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for prá ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada prá lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender"

é engraçado, gosto muito dela, apesar de ser muito triste, esta letra me leva a pensar em tudo o que eu ja fiz, e o que já ganhei.
Será que sou merecedor do seu amor?
Se eu te deixasse livre, você, talvez seria mais feliz, mas e eu?, eu seria?

Quando chegamos a este ponto é que me pergunto, o que eu quero da vida?, o que é a vida?

Difícil de responder..

francoa
ps. estou quase de volta, faltam 15 longos dias.

Às vezes  acordo cantando...
...Triste coisa é querer bem, a quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei só que não lhe quero mais
Não é desejo, nem é saudade sinceramente, nem é verdade...

21 de fevereiro de 2008

A Versão Gaudéria da Bíblia

O Causo das Escrituras!!!

Lá na minha terra, lá pela década de 70, como quase ninguém sabia lê, o único gaudério que mal e mal conseguia acolherar as letra deu uma lida no
Livro Sagrado e ensinava, assim, a gurizada:

"Pois não sei se já les contei o causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena
contá por causo dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por
tomá banho pelado numa sanga. Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só em dono, onde não tinha nem dele nem meu.

O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.
Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço nos peito, do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão.
O Caim, estonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguai.
Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.

A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns anos despois, pegou uma enchente mui feia pela frente. Cosa muito séria.
Caiu água uma barbaridade. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.
O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se alargou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se
deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Dilúvio.

Foi aí que um tal de Moiséis varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram
amiga.
A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.
Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele.
Abriaram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga.

Foi quando os velho, que eram muito do respeito, se queimaram e deu-se o entrevero.
Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamo, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando
planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que
não teve nem graça!
Foi me acudam e tô morto.Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o
lado cego do facão. Foi uma sangüera danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.

Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão.
Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis
ano, que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chagado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só, cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Prejuízo
de Salomão que contam por aí.

Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.
Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara
dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo.
Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china no bolicho. Uma vergonhera pra família.
Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida.
O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.

Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da
vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo.
Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só.
Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto,
que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois
foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.

Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma
mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê da pobre.
E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.
Os maragato, chefiado por um tal coronel Jordão, acamparam na entrada da vila. Só não entraram proque tava lá um destacamento comandado pelo
tenente Lazaro, aquele mesmo que por duas vezes foi dado por morto.

Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e
ocuparam a vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um guasca muito forte e muito feio chamado Calvário.
Pois vejam como é a vida. Esse mesmo Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge
Maria.

Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João
Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor
Caifás e cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com
ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta
noite de bala e bala.

Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus fico três mês morre não morre, mas teve umas atenunante a favor e salvou-se de
lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura da costela. Ferimento muito grave que Nosso Senhor curou
tomando vinagre na Sexta-feira da paixão.

Mas aí, Nosso Senhor se disiludiu-se nos home, subiu na cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos,
que são cinco e que pode muito bem acolher em dois:
"não se mata home pelas costa, nem se cobiça mulher dos outro pela frente."


(desconheço o autor, lamentavelmente)
Francoa

Poesia do dia!

Poesia do dia!

Nao espero que me esperes,
na verdade, nem espero
somente quero-te
pois sei que me queres
e isto é tudo o que mais quero.

Nao vou voltar por que queres que eu volte
volto pois tenho que voltar
pois tenho pouco tempo para estar aqui
e nao é este o meu lugar
e quem eu quero, nao está aqui para que eu possa amar.

Fugi, por medo de encarar
nada mais me faz segredo
e nao tenho mais medo de sofrer
da mesma maneira que o tempo me curou
meu tempo me fez aprender o que é amar

Acabou a inspiraçao, pois ela tinha que acabar
como as folhas tem que no outono cair
para na primavera brotar
bem como estou voltando
para que eu possa te olhar.


Francoa

16 de fevereiro de 2008

Títulos e nomes

Há tempo que quero escrever sobre o fascínio que exercem em mim determinados títulos de livros, filmes e, também, certos nomes de músicas. Filmes como “A mão que balança o berço”, “Dança com lobos”, “Doze homens e um segredo”, “A sociedade dos poetas mortos”; livros como “O triste fim de Policarpo Quaresma”, “Espumas Flutuantes”, “Elogio da loucura”, “Caminhos Cruzados”; canções como “The man who sold the world”, “Teatro dos Vampiros”, “Vitrine viva”, “O inferno vai ter de esperar”; todos esses títulos e outros mais, além de indicar, qualificam a produção que nomeiam. São belos, pomposos e instigantes.

Humberto Gessinger, disse numa ocasião, que deveria existir a profissão de “dar nome” pra música. Ele comentava a satisfação que o artista sente quando consegue expressar com uma ou algumas poucas palavras o sentido de toda uma canção ou de um conjunto de canções – quando se trata de escolher o nome de um álbum, por exemplo. Se, de fato, tal profissão existisse, Humberto seria um profissional bem sucedido. “A conquista do espelho”, “Armas químicas e poemas”, “Chuva de containers”, “Exército de um homem só”, “Variações sobre um mesmo tema”, “No inverno fica tarde mais cedo”, “Mapas do acaso”, são exemplos da criatividade irreverente do artista. Destaque também para “Canibal vegetariano devora planta carnívora”, do álbum "Gessinger, Licks & Maltz”.

Friedrich Nietzsche também merece destaque. Nenhum outro escritor conseguiu produzir tantos bons títulos. Costumava usar um título imponente seguido de um subtítulo que, no mais das vezes, era, no mínimo, enigmático. Seu primeiro livro de destaque é “Humano, demasiado humano”, que traz como subtítulo o indicativo: “Um livro para espíritos livres”. À obra “Assim falou Zaratustra” ele acrescentou “Um livro para todos e para ninguém”. São seus, também: “Para além do bem e do mal – Prelúdio de uma filosofia do porvir”, “Crepúsculo dos Ídolos – Ou como filosofar com o martelo” e “Ecce Homo – Ou como tornar-se o que se é”. Este último, sem dúvida, a autobiografia de mais escassa modéstia da história literária. O índice do livro é o seguinte: I. Porque sou tão sábio. II. Porque sou tão sagaz. III. Porque escrevo bons livros. IV. Porque sou uma fatalidade. (Sem comentários).

No cinema, acho que a série 007 é a mais bem batizada. A se julgar pela versão brasileira, os títulos são ótimos. Os melhores, pela minha consideração: “007 - O amanhã nunca morre”, “007 - Um novo dia para morrer”, “007 - O mundo não é o bastante”, “007 - Somente para seus olhos”, “007 - Viva e deixe morrer”, “007 - Os diamantes são eternos”, "007 contra o homem com a pistola de ouro” e “Com 007 só se vive duas vezes”. Ah, os filmes também são ótimos.


marcelo doro

9 de fevereiro de 2008

nestas horas que não tenho nada pra fazer, nada melhor do que pensar na vida

"...As horas passam marcando os momentos que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra na sua cidade
Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe um novo caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol e de ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa, há tempo de viver o hoje
E depois, um dia você descobrirá que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr e você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto e a cada dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto, você nunca parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto é a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer..."

francoa