29 de abril de 2008

Que linda a manchete do jornal

Atualmente, não sei mais o que esperar da vida, o mundo está tão estranho, tudo se tornou pagavél, ou ao menos tem quem pague.
Sejam canais de notícias, ou jornais, sem falar nas revistas de besteirol, mas até onde, estamos realmente interessados nas manchetes.
Atualmente a moda é a morte, ou melhor o "Assassinato de Isabela" , logo logo vira filme, pois ninguém mais aguenta ligar a tv e ver a mesma notícia, lembrem-se Isabela não é filha do Zé da esquina, por isso é manchete.
Quantos jornalistas realmente estão interessados em descobrir o que realmente aconteceu, quantos estão interessados em apenas vender sua matéria, temos que ter lucro, nem que seja na morte, ou nos assassinatos, mas quantas pessoas são mortas, e nao viram manchetes?
Não há mais corrupção, pois agora só há a Isabela, não há mais fome, e outras coisinhas.
Domingo durante a reconstituição, parecia palhaçada, pessoas fantasiadas... para que? e a pobre mãe da garota? ninguém pensa no sofrimento dela? e ela sofre? claro que não se sofre, se sofresse, estaria nas capas Fulada de Tal, vulgo mãe de Isabela passeia chorando em Ipanema, ou outro lugar qualquer, claro que o "chorando" teria letras garrafais, enfatizando bem, mas isto não vende.
francoa

20 de abril de 2008

uma noite de outono, duas noites de primavera‏

"... meu amor nasceu no inverno, numa noite de chuva, numa noite diferente de todas as noites que já vivi antes;meu amor foi uma graça, estava vestida de preto, e eu? nem me lembro a cor de meus olhos, mas ela estava com uma blusinha preta, isto me lembro bem;nao dançamos muito, achuva atrapalhava, as confusões também, meus olhos nem sabiam quem ela era, mas meu coração sim, ele sabe tudo, hoje ele fala comigo, por um tempo não.Ela quis ir embora com uma amiga, nao podia deixa-lá partir assim, nao mesmo, nao queria nada demais, seu olhar me bastava.Sua voz, esta era uma angustia... esta me desmontava, tao macia, tao sedosa, tao de tao que nem ouvia as palavras, apenas imaginava as frases que eu queria ouvir saindo daquela boca.Seu corpo, pra falar a verdade, nao olhei, seu rosto me encantou, seus olhos, boca, cabelo, tudo, enfim era perfeito, nao precisava ter mais nada, nao precisava olhar nada ao redor, ele combinava com tudo... Sua voz era tao meiga, e tao fria, ela era tao doce, e tao salgada, e eu, apenas mais um bobo que se encantava a cada minuto que passava..."

françoá

7 de abril de 2008

(sem título)

...este blog está passando por uma crise
e a culpa é, toda ela, dos editores; ok, do mundo também
já não acontecem muitas coisas que valham a pena comentar
(e ninguém mais suporta filosofias baratas)

portanto, na falta de algo pertinente para dizer
o melhor é se calar.
por tempo indeterminado...
talvez até amanhã, ou depois, ou depois, ou nunca mais.

é isso, tudo já foi dito!
nada mais resta, senão lametar
é o fim da história
"tudo o que é sólido desmancha no ar"

viva a mediocracia
somos apenas os órfãos desse mundo irresponsável
não os pais
cadê os culpados?

e o Marx, por que ninguém mais fala dele?
ai, que sono

10 de março de 2008

Novos pecados capitais

... só faltava isso! O Vaticano divulgou a lista dos novos pecados capitais que vêm se somar aos já existentes. Isso pra confirmar aquele velha intuição popular, segundo a qual "nada é tão ruim que não possa piorar".

***

O Vaticano incluiu na lista de condenações a manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental. A alteração ocorreu, para adaptar os pecados à 'realidade da globalização'.

A listagem foi publicada no jornal do Vaticano, neste final de semana. Os outros pecados capitais são gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça. Ao contrário dos outros sete, os novos pecados ultrapassam os direitos individuais e adquirem uma dimensão social. As informações são do site G1.

Os novos pecados capitais

1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas"

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&tab
=00013&newsID=a1790418.htm&subTab=


[marcelo doro]

2 de março de 2008

laaventura

Sim, mais uma vez estou postando uma letra, mas para mim, não é apenas uma letra, são muitas, quada parágrafo nos diz muito, é interessannte como podemos distorcer os fatos, por nós vividos, para que nos pareçam melhore, ou para nos apaziguar, ou nos enganar? Por que não?

Bom segue a letra, o compositor é o Renato Russo

"Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar prá trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for prá ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada prá lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender"

é engraçado, gosto muito dela, apesar de ser muito triste, esta letra me leva a pensar em tudo o que eu ja fiz, e o que já ganhei.
Será que sou merecedor do seu amor?
Se eu te deixasse livre, você, talvez seria mais feliz, mas e eu?, eu seria?

Quando chegamos a este ponto é que me pergunto, o que eu quero da vida?, o que é a vida?

Difícil de responder..

francoa
ps. estou quase de volta, faltam 15 longos dias.

Às vezes  acordo cantando...
...Triste coisa é querer bem, a quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei só que não lhe quero mais
Não é desejo, nem é saudade sinceramente, nem é verdade...

21 de fevereiro de 2008

A Versão Gaudéria da Bíblia

O Causo das Escrituras!!!

Lá na minha terra, lá pela década de 70, como quase ninguém sabia lê, o único gaudério que mal e mal conseguia acolherar as letra deu uma lida no
Livro Sagrado e ensinava, assim, a gurizada:

"Pois não sei se já les contei o causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena
contá por causo dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por
tomá banho pelado numa sanga. Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só em dono, onde não tinha nem dele nem meu.

O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.
Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço nos peito, do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão.
O Caim, estonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguai.
Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.

A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns anos despois, pegou uma enchente mui feia pela frente. Cosa muito séria.
Caiu água uma barbaridade. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.
O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se alargou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se
deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Dilúvio.

Foi aí que um tal de Moiséis varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram
amiga.
A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.
Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele.
Abriaram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga.

Foi quando os velho, que eram muito do respeito, se queimaram e deu-se o entrevero.
Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamo, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando
planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que
não teve nem graça!
Foi me acudam e tô morto.Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o
lado cego do facão. Foi uma sangüera danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.

Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão.
Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis
ano, que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chagado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só, cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Prejuízo
de Salomão que contam por aí.

Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.
Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara
dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo.
Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china no bolicho. Uma vergonhera pra família.
Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida.
O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.

Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da
vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo.
Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só.
Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto,
que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois
foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.

Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma
mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê da pobre.
E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.
Os maragato, chefiado por um tal coronel Jordão, acamparam na entrada da vila. Só não entraram proque tava lá um destacamento comandado pelo
tenente Lazaro, aquele mesmo que por duas vezes foi dado por morto.

Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e
ocuparam a vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um guasca muito forte e muito feio chamado Calvário.
Pois vejam como é a vida. Esse mesmo Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge
Maria.

Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João
Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor
Caifás e cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com
ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta
noite de bala e bala.

Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus fico três mês morre não morre, mas teve umas atenunante a favor e salvou-se de
lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura da costela. Ferimento muito grave que Nosso Senhor curou
tomando vinagre na Sexta-feira da paixão.

Mas aí, Nosso Senhor se disiludiu-se nos home, subiu na cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos,
que são cinco e que pode muito bem acolher em dois:
"não se mata home pelas costa, nem se cobiça mulher dos outro pela frente."


(desconheço o autor, lamentavelmente)
Francoa

Poesia do dia!

Poesia do dia!

Nao espero que me esperes,
na verdade, nem espero
somente quero-te
pois sei que me queres
e isto é tudo o que mais quero.

Nao vou voltar por que queres que eu volte
volto pois tenho que voltar
pois tenho pouco tempo para estar aqui
e nao é este o meu lugar
e quem eu quero, nao está aqui para que eu possa amar.

Fugi, por medo de encarar
nada mais me faz segredo
e nao tenho mais medo de sofrer
da mesma maneira que o tempo me curou
meu tempo me fez aprender o que é amar

Acabou a inspiraçao, pois ela tinha que acabar
como as folhas tem que no outono cair
para na primavera brotar
bem como estou voltando
para que eu possa te olhar.


Francoa

16 de fevereiro de 2008

Títulos e nomes

Há tempo que quero escrever sobre o fascínio que exercem em mim determinados títulos de livros, filmes e, também, certos nomes de músicas. Filmes como “A mão que balança o berço”, “Dança com lobos”, “Doze homens e um segredo”, “A sociedade dos poetas mortos”; livros como “O triste fim de Policarpo Quaresma”, “Espumas Flutuantes”, “Elogio da loucura”, “Caminhos Cruzados”; canções como “The man who sold the world”, “Teatro dos Vampiros”, “Vitrine viva”, “O inferno vai ter de esperar”; todos esses títulos e outros mais, além de indicar, qualificam a produção que nomeiam. São belos, pomposos e instigantes.

Humberto Gessinger, disse numa ocasião, que deveria existir a profissão de “dar nome” pra música. Ele comentava a satisfação que o artista sente quando consegue expressar com uma ou algumas poucas palavras o sentido de toda uma canção ou de um conjunto de canções – quando se trata de escolher o nome de um álbum, por exemplo. Se, de fato, tal profissão existisse, Humberto seria um profissional bem sucedido. “A conquista do espelho”, “Armas químicas e poemas”, “Chuva de containers”, “Exército de um homem só”, “Variações sobre um mesmo tema”, “No inverno fica tarde mais cedo”, “Mapas do acaso”, são exemplos da criatividade irreverente do artista. Destaque também para “Canibal vegetariano devora planta carnívora”, do álbum "Gessinger, Licks & Maltz”.

Friedrich Nietzsche também merece destaque. Nenhum outro escritor conseguiu produzir tantos bons títulos. Costumava usar um título imponente seguido de um subtítulo que, no mais das vezes, era, no mínimo, enigmático. Seu primeiro livro de destaque é “Humano, demasiado humano”, que traz como subtítulo o indicativo: “Um livro para espíritos livres”. À obra “Assim falou Zaratustra” ele acrescentou “Um livro para todos e para ninguém”. São seus, também: “Para além do bem e do mal – Prelúdio de uma filosofia do porvir”, “Crepúsculo dos Ídolos – Ou como filosofar com o martelo” e “Ecce Homo – Ou como tornar-se o que se é”. Este último, sem dúvida, a autobiografia de mais escassa modéstia da história literária. O índice do livro é o seguinte: I. Porque sou tão sábio. II. Porque sou tão sagaz. III. Porque escrevo bons livros. IV. Porque sou uma fatalidade. (Sem comentários).

No cinema, acho que a série 007 é a mais bem batizada. A se julgar pela versão brasileira, os títulos são ótimos. Os melhores, pela minha consideração: “007 - O amanhã nunca morre”, “007 - Um novo dia para morrer”, “007 - O mundo não é o bastante”, “007 - Somente para seus olhos”, “007 - Viva e deixe morrer”, “007 - Os diamantes são eternos”, "007 contra o homem com a pistola de ouro” e “Com 007 só se vive duas vezes”. Ah, os filmes também são ótimos.


marcelo doro

9 de fevereiro de 2008

nestas horas que não tenho nada pra fazer, nada melhor do que pensar na vida

"...As horas passam marcando os momentos que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra na sua cidade
Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe um novo caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol e de ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa, há tempo de viver o hoje
E depois, um dia você descobrirá que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr e você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto e a cada dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto, você nunca parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto é a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer..."

francoa

8 de dezembro de 2007

I Started a Joke

"Eu comecei uma brincadeira que fez o mundo todo começar a chorar, mas eu não percebi que a brincadeira era comigo.
E eu comecei a chorar que fez o mundo todo começar a rir, se eu apenas tivesse percebido que a brincadeira era comigo.
E eu olhei para os céus, passando minhas mãos nos meus olhos e caí da real, amaldiçoando minha mente pelas coisas que disse.
Até que finalmente morri, que fez o mundo todo começar a viver."

françoá

Primitivos modernos

Houve uma época, a muito, muito tempo atrás, em que a vida humana era regida pela lei da selva (leia-se: a lei do mais forte!). Nesse tempo, justiça não era sequer um conceito! Quem podia mais chorava menos, literalmente.
E desse modo, com uns se sobrepujando aos outros, a espécie evoluiu. Na luta por espaço e por comida, os últimos eram os primeiros a desaparecer. Claro que tinha também o fator sorte: as vezes um rival era atingido por um raio ou devorado por um tigre! e aí os mais fracos ganhavam uma nova chance.
Mas, por um descuido evolutivo, nossos ancestrais adquiriram consciência. E hoje muito nos vangloriamos por isso (embora eu, sinceramente, não veja muita vantagem em tal aquisição!). Temos, agora, a percepção de que existimos e de que outros existem. Sabemos que a busca do prazer e a evitação da dor são as constantes em todo animal. Destinguimos o bem do mal. Exaltamos a justiça como valor supremo. Enfim, desenvolvemos a tal da moralidade.
Tecnologicamente, atingimos patamares jamais imaginados na medicina, na mecânica, na computação e etc. Nenhum "ugabuga" poderia sequer sonhar que um dia seus descendentes dispusessem de tamanho poder e conforto. Não obstante a tudo isso, aquela velha lei da selva ainda vinga entre nós. Os homens continuam a se sobrepujar, mesmo sem saber ao certo por quê. Nossa sociedade é uma selva: os mais fortes triunfam e os mais fracos penam (e torcem, como faziam seus ancestrais primitivos, para que a sorte lhes favoreça). A grande diferença é que já não se travam mais lutas diretas pela comida e pelo espaço. Graças a essa evolução toda, os fracos de hoje já não lutam mais; aguentam o frio das ruas e o aperto da fome sem protestar. Se convenceram que a justiça é apenas um conceito e que o que vale mesmo é a lei do mais forte - e nem todos são fortes!

...

E querem saber porque eu ainda acredito em Deus? É porque eu não consigo acreditar nos homens.

[marcelo doro]

4 de dezembro de 2007

Tempos modernos. Part I

Quando a rotina corrói os fortes, e as ambições são pequenas, o ressentimento fala mais alto, então as emoções não melhoram, e mudamos nossos caminhos pegando estradas diferentes.
Por que o meu quarto é tão frio? Eu me lembro de você virado de costas do seu lado querendo apenas dormir.
Nosso respeito murchou tanto? Mas ainda há esta atração que mantemos em nossas vidas.
Você fala de todos os meus fracassos, e o desespero toma conta.
Será que algo tão bom simplesmente não funciona mais?
Você me perguntou se eu ainda te amava, mas não sei se algum dia eu amei, para falar a verdade, quem sabe o que é o amor.
O amor de hoje não é o mesmo de outros tempos, não há mais romantismo, não há mais cumplicidade.
Hoje é só atração, libertinagem pura, e isto é uma desilusão... "pobres tolos que um dia amaram".
"...eu ainda te amo, mas não lhe quero mais..."
Mas, sempre há um "mas"... de tudo, um pouco ficou...

...apenas, saudades de ti ...


françoá

27 de novembro de 2007

Da série "sabedoria popular"....

Pega-se um boi pelos chifres
O homem com palavras
E a mulher, apenas com elogios ...

Françoá

Cinema

Amor, não há amor, existem só provas de amor
Mas, para o amor, provas não bastam, é tudo mentira, tudo cinema
Apenas cenas quando, em ledo engano-me, as cenas regressando em algum trem
Ah! Essa historia de amor porque uns barcos se afastam
e mil sereias cantam sem pudor
Oh! Que trágico destino! Preferi-ser o assassino ao amante leal
e que os bandidos são úteis e nós, os amantes, fúteis.
Vulgaridade do mal
Amar agora é crime e só a paixão nos redime da obsessão do sublime, do ideal
Tudo romance, tudo poema apenas cenas...
Fazer mal do amor... é a gloria?
E o sofrer de amor? A quem? Por quem? Por quem que mereça
Ah! Essa historia de dor buscar o amor sem vitória, sem memória
É tão desleal.

Françoá

previsões macabras

Cientista diz que aquecimento global é inevitável e 6 bilhões morrerão
James Lovelock afirma que o verde é a cor do mofo e da corrupção

Aos 88 anos, com uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8º – quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas.

– Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria – sentencia Lovelock – O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.

Trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre.

– Verde é a cor do mofo e da corrupção – diz.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia – a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está “vivo”. Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática.

[fonte: www.clicrbs.com.br]

sabedoria popular

"Pode-se levar um burro a um poço,
mas é impossível faze-lo beber água"

marcelo doro

Como eu te amei...

Ahhh se eu te amei...
E quanto...
Seus olhos, cabelos, lábios...
Seu corpo, suas pernas, seus pés...
Sim... as tuas mãos, estas marquinas nas costas...
Nossas noites, nossos sonhos...
Seu suspiro, sua respiração...
Nossas manhãs, seu bocejar...
Sua carinha de sono...

Ahhh se eu te amei...
E quanto...
Pensando bem,
Nem foi tanto assim.

Françoá

25 de novembro de 2007

Paranóia insolênte

Vamos lá, faz tempo que não escrevo nada. Acontece que depois que decidi não abordar mais o tema “mulheres”, fiquei meio sem assunto. Já não existem mais tantas coisas interessantes nesse mundo...

Vou falar de política. (Mas, por favor, não abandone a leitura.) A política é uma área que sempre tem muita coisa para ser considerada. Não que eu tenha algo de novo para dizer, além daquilo que todo mundo sabe: que se trata de um terreno ambíguo, onde o que é não parece e o que parece não é. Ou seja, que se trata de uma grande e sonolenta confusão. Mas não vamos ser injustos, talvez existam mesmo coisas boas e belas na política. Pode ser apenas uma questão de ponto de vista – do ponto de vista dos nossos políticos lacaios, por exemplo, a política deve ser realmente um negócio bom! (rs).
O importante é não perdermos a esperança. Podemos até perder a calma; a esperança, jamais.
Eu sei que está cada vez mais difícil confiar. Sei que o acúmulo de desilusões nos oprime. Sei que já não temos a ingenuidade iluminista de acreditar que a historia caminha sempre para estágios de maior harmonia e perfeição. Sei que Deus já não faz tantos milagres quantos costumava fazer em tempos remotos. Sei que a ciência já não nos traz a mesma euforia que proporcionava em outras épocas. Sei que já não nos restam grandes causas, depois da ruína do sonho socialista. Sei que o egoísmo humano parece se fortificar sempre mais e mais. E sei, também, que não se sabe ao certo onde tudo isso vai levar. Mas, e daí, se a vida não é tão colorida quando gostaríamos que fosse? Qual é o problema de o mundo ser esse lugar tão estranho? Vamos por isso nos fechar no nosso micro-cosmo e esperar o tempo passar para junto passarmos pela vida? Não, né! É preciso acreditar. E lutar.

[não, não vou me candidatar! rsrs]

marcelo doro

23 de novembro de 2007

Uma carta que nunca foi entregue

"quando escrevi esta carta, eu tinha trocado o nome da garota, mas resolvi chamala apenas de ela, não há outro nome que eu possa chamá-la, eu preciso manter uma certa privacidade."

A última vez em que eu a vi foi a uns dois anos atrás
E ela me disse que todos os românticos encontram o mesmo destino algum dia
Cínicos e bêbados, chateando alguém em algum bar escuro
Você ri, ela me disse, você acha que está imune
Se pudesse ver os teus olhos
Agora estão cheios de lágrimas
Você gosta de violetas, beijos e mulheres atraentes te dizendo
Todas aquelas lindas mentiras, estúpidas e hipócritas
Quando você vai perceber que são apenas mentiras

Você mudou muito, mas na verdade não mudou nada, ela me disse
É só que agora você romantiza essa dor que existe
Você tem lágrima nos olhos, e a nossa musica esta tocando
Acorde é só um sonho
Presta a atenção nas letras, elas cantam de amor tão doce,
E você quer acreditar nisto
Isto não existe...
Quando você vai apreender?

Ela está saindo com um cara que eu não conheço
Ela falou que tem medo de se envolver e não quer mais chorar
E todas as luzes da casa estão brilhando
Eu vou apagar esta maldita luz
Não quero ninguém vindo à minha mesa
Eu não tenho nada para conversar
Todos os bons sonhadores atravessam este caminho algum dia
Escondendo-se atrás de garrafas em bares escuros
Apenas uma noite escura antes que eu consiga minhas asas
E voe para longe...
É apenas uma fase...
Mas estes alcoólatras dias, demoram para passar!

Françoá

21 de novembro de 2007

O Que é isto?....

Você pode sentir, ver, escutar?
Se não pode, então, de qualquer forma, não importa
Você nunca vai entender, pois acontece muito rápido

E a sensação é tão boa, é como caminhar sobre vidro
É tão legal, é tão excitante, é fantástica...

Você pode tocar, cheirar, e provar... é tão docê

Mas não faz diferença, pois ela te derruba pelos pés
Você quer tudo, mas você não pode ter...

Está chorando, sangrando, deitado no chão
Você cai em si e então você se desafia...

Você quer tudo, mas você não pode ter
Está na cara, mas você não pode agarrar
Está humilhado, maltrapilho, desolado...

Está vivo, com medo, uma mentira, um pecado
É mágico, é trágico, é uma perda, é uma conquista
É escuro, é úmido, é uma dor amarga
É triste que tenha acontecido
É uma vergonha que ainda se considere vivo...

Você quer tudo, mas você não pode ter
Está na tua cara, mas você não pode agarrar

O Que é isto?... O Que é isto?... O Que é isto?

isto é uma mulher ...

françoá