10 de julho de 2008

jornais

"... as pessoas que se enrolam nos jornais
não são mais notícias
Elas não esperam de um papel em duas cores
nada mais que um pouco de calor..."

demorei para entender, mas ainda não há lucidez suficiente.

francoa mog#

3 de julho de 2008

A coisas, na minha maneira se fazer

 Em algum momento de sua vida, infeliz ou boa, você vai ter que parar olhar tudo o que fez e refletir sobre acertos e erros, isto é inevitável. Por mais inconsequente que você seja, ou mais correto que viva, necessitará repassar ela a limpo, talvez para sentir-se bem consigo mesmo.
 Nestas horas, aparece um sentimento de frustação por não ter pulado da ponte, ou arremessar um corpo no espaço, mas nunca é tarde para recomeçar, ou melhor, eu prefiro.... começar.



"E agora que o fim esta perto
E eu encaro esse momento
Meus amigos, eu vou confessar
Os meus pecados e sentimentos

Vivi a mil por hora
E por caminhos que eu nem lembro agora
E mais, bem mais eu sei
I did it my way!!!

Remorsos, eu tenho alguns
Mas mesmo assim, são muito poucos
Eu fiz o que tinha que fazer
Enquanto voces gritavam: "Bota pra foder"
Eu planejei cada jogada, cada trepada, por essa estrada
E mais, bem mais eu sei
I did it my way

Naqueles tempos eu era um menino
Que já sabia, do meu destino
E caminhando de norte a sul
Eu vi muita gente, tomar no cú
Eu entendi e não esqueci
I did it my way

Andei, sorri, chorei e me entreguei ao meu trabalho
E agora que passou o tempo, eu acho pra caralho
Não ter o que prometer, e não saber mais o que dizer
I did it my away

Pra que serve o homem, o que é que ele tem
Ou é um puta barão, ou João ninguém
Fazer as coisas que desejou
Comer as mulheres com quem sonhou
Eu me fodi, mas resisti
I did it my, my, my way.
"

francoa mog#

26 de junho de 2008

Soneto de separação

Adoro o drama imposto....

"De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o presentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."

Este poema do  VM é perfeito, lírico, dramático.. e pq não simples, como um coração partido.

francoa mog

25 de junho de 2008

Libra

É de Libra.
A balança universal, a busca pelo equilíbrio. Da mente analítica e do julgamento, a justiça sempre presente.
Zela para que ninguém saia ferido ou maculado.
Das metades que se unem pelo pêndulo, encontrar o meio termo é sempre um árduo trabalho. Busca na forma solta e alegre a convivência harmônica. No rosto as covinhas características, se não estão aí, os joelhos denunciam sempre.
Signo que tem como mito Tirésias. O cego, o sábio. A visão interior.
Conta a lenda que ele era protegido da Deusa Hera. Uma vez estava no Olimpo quando presenciou um ato divino: a cópula de uma cobra macho e uma cobra fêmea. Curioso, perguntou a Hera quem sentia mais prazer - o homem ou a mulher. Hera, sem saber a resposta, levou a questão a Zeus.
Zeus permitiu que Tirésias experimentasse ser mulher por um determinado tempo. Passado o período, voltou a forma masculina. Diante de Zeus e de Hera, o Deus do Olimpo perguntou: quem sente mais prazer, o homem ou a mulher?
Tirésias, sem querer deixou escapar que quem sentia mais prazer era a mulher. Zeus, furioso, cegou-o.
Dessa essência que conhece os dois lados está o signo de Libra, capaz de compreender como poucos, naturezas tão díspares. Regido por Vênus, deusa da beleza e do prazer.
Nascer sob sua égide é um privilégio.

francoa mog

Noite ...

A NOITE E A LEMNISCATA
A título de curiosidade vale pelo sincronismo entre a noite e a lemniscata.
O que uma percepção é capaz de descobrir ao comparar, de uma forma bem generosa, os significados das palavras e as possibilidades das mesmas dentro de um contexto.
"Em todos os idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8.
A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também simboliza isso. Ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito.
Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano : notte = n + otto".

Extraido do blog da Analu Menezes (http://lemniscata.blogspot.com/).

francoa mog#

6 de junho de 2008

ainda posso fugir....

Numa sexta-feira triste, ao som de Born to Run, melancólico demais.....

Durante o dia sentimos o doce cheiro das ruas
Uma fuga dos nossos tolos sonhos
À noite nós passeamos na rua
Esta cidade rasga a pele
É uma armadilha para a morte, é um suicídio
Nós podemos fugir enquanto somos jovens
Pois nós nascemos para fugir

Permitam-me, quero um amigo
Eu quero guardar os seus sonhos e ilusões
Basta vestir um velho jeans ou um vestido florido
Sinta as minhas mãos
Juntos poderemos quebrar essa armadilha
Iremos correr até que cansar, baby nós não precisamos voltar
Eu sou apenas um cavaleiro solitário e assustado
Mentindo para mim mesmo
Ninguém gosta de mim
Mas eu sei como é que se sente
Gostaria de saber se o seu amor é selvagem
Eu quero saber se o amor é real

Para além deste lugar
Garotas com cabelos prateados
E os rapazes que olham assustados
Parques de diversões com montanhas russa
Sonhos de crianças, vendidos pelos velhos filmes americanos

A brisa das manhãs na praia
A névoa das noites de inverno
Eu quero morrer esta noite...
Em um eterno beijo

Rodovias matam heróis
Esta é a sua última chance de poder fugir livre
Um dia, no ultimo dia, todos fogem para a estrada, mas esta noite
Não há um lugar para esconder os medos
Juntos podemos viver...
Eu te amo com toda a loucura em minha alma
Algum dia, guria, não sei quando
Vamos chegar até o lugar onde realmente queremos ir
E nós vamos caminhar em direção ao sol
Mas até o nosso dia chegar

Linda vamos fugir....

francoa

5 de junho de 2008

Qua;l é o verdadeiro nome?

Foi uma ilusão, uma insensatez
Há que pôr o chão... Nos pés

Era como um trem, que anda sem passar
Era um tempo sem.... Lugar

Mas... Foi um sonho bom
De sonhar porque
Me sonhava com Você
E então seu canto veio me acordar

Era uma ilusão, No interior
De uma outra ilusão, Maior

Mas, Você foi pro sol
Noite me envolveu
Num silêncio igual
Ao seu, E então seu canto veio me acordar

Tudo é uma ilusão, Os que estão aqui
Esses não estão, Em si
Do universo, o além, Faunos ou mortais
Vão restar mais nem, Sinais

Tudo o que se vê, É o sonho de algum
Pobre sonhador, Todas as estrelas
Todas as misérias, Todos os desejos
E a canção do meu amor, Tudo o que se viu Tudo o que se foi 

Última ilusão, Amanhece já
Vai-se abrir o chão, Quiçá
A ilusão se esvai, É uma cena só
E a cortina cai, Sem dó
Vai cessar o som, A sessão já foi
Despertar é bom, Mas dói

Pedras vão rolar, Choram serviçais
Vão se espatifar, Vitrais
Tomba o refletor, Ardem camarins
Cai no bastidor, A atriz
Descarrila o trem, O pilar cedeu
Vai morrer meu bem, E eu

Num jardim fugaz, De espirais sem fim
Eu corria atrás, De mim
O homem se distrai, Dorme em boa fé
Sua sombra sai, A pé

Mas... Foi uma ilusão
Uma insensatez
Há que pôr o chão
Nos pés

(Chico Buarque)

8 de maio de 2008

Modernidade (LFV)

- Mãe, vou casar!
- Jura, meu filho?! Estou tão feliz! Quem é a moça?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração,que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu.. A minha.. O Murilo?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui?
- Por quê?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metades com bigode.
- Mãe, que besteira... Hoje em dia praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando?! Ela não me falou nada.. Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como?
- Veruska...
- Ah bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe!!
- Tá, tá... Tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto.
- Por que não? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska?
- Namorada da Bel...
- Peraí. A ex-namorada do teu atual namorado... É a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem?
- Da Bel.
- Mas logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela,que é a Veruska .
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
- Em termos...
- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel, além de mãe, é tia... Ou tio... Porque é tua irmã.
- Exato.
- E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exato!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas...
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior...Com incesto no meio!
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei! E quando elas quiserem ter filhos...
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que...?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente vai ser foda!

(Luís Fernando Veríssimo)

7 de maio de 2008

Ela

Inspirado por um Nei em mim....

"O que que eu vou fazer pra te esquecer, se já não se lembras, apenas amas por mim
por que estou tão down, se o mundo não é tão ruim
como vou fazer pra amar você, se não tenho nada dentro de mim

Já não sei mais como viver, ontem estava calmo, hoje não mais
ser feliz é tão difícil sem você, mesmo que não queiras, preciso de ti
sabes o que sinto, mas não sei como explicar,
preciso te ver sorrindo, "mais leve que o ar".

Estar contigo é sentir o infinito, mesmo difícil de olhar
sinto um pássaro lindo invadindo o seu olhar.
"que nem um adeus pode apagar".

francoa

5 de maio de 2008

Saudosismo

Saudoso é aquele que superestima o passado. É comum nas fases mais adiantadas da vida. Crianças não são saudosistas, obviamente porque não tem ainda um passado a considerar. Entre os jovens o saudosismo pode se manifestar, mas não tão intenso e freqüente. É com os idosos, principalmente, que o saudosismo assume suas formas mais extremadas. O saudosista geralmente começa seus discursos dizendo “No meu tempo as coisas eram diferentes...” ou “Antigamente, sim, era bom...” e depois emenda o relato da época gloriosa que já não existe mais.

Eu, que já não sou mais criança, mas que tampouco posso me considerar um sujeito de longa dada, senti-me recentemente possuído por um tipo peculiar de saudosismo. Digo “peculiar” pois se trata da saudade de um tempo que eu não vivi. Sim, senti saudade de uma época que não foi a minha época. Senti saudade da mística e distante época dos deuses mitológicos. Parece estranho e, por que não dizer, estúpida uma saudade de um tempo tão arcaico. Muito mais se se levar em consideração toda a riqueza que o desenvolvimento da ciência coloca, hoje, a nossa disposição. No entanto, foi o que aconteceu.

Tudo começou com uma seqüência tediosa de dias chuvosos. Não que eu não goste de chuva, só que, depois de quatro dias o fenômeno começa a me deixar cansado e um tanto quanto angustiado. E, de fato, foi essa angustia gerada pelo mau tempo que me fez invejar o período mitológico. Por quê? Simplesmente porque, naquela época as pessoas sabiam exatamente com quem se incomodar. Havia um deus da chuva. Ele era o responsável, ou melhor, o culpado. Podiam mencioná-lo nas conversas (“É, Tor deve mesmo estar de mau humor...”), xingá-lo (“Oh, deus sem compaixão, não lhe comove tantos desabrigados?”) e, até, se fosse o caso, agradá-lo com oferendas e hinos, na esperança de que o bom humor do deus (os deuses costumavam ser meio temperamentais, naquela época) se refletisse nas condições do clima.

E hoje, nós, a quem podemos dirigir nossos protestos e nossos clamores? A ciência, com todas as suas explicações nos deixou sem bodes expiatórios. Como conseqüência, ficamos com a angústia de quem está insatisfeito e não tem para quem se queixar. Eis a nossa desvantagem em relação a antiguidade mitológica: não temos a quem vos voltar. Resta-nos apenas a resignação. E nem adianta pensar nos metereologistas; eles são tão inocentes nessa história quanto qualquer outro reles mortal. Exceto pelas confusões que causam quando antevêem um belo dia de sol, com temperaturas amenas, e tais previsões simplesmente “esquecem” de acontecer.

O pior de tudo é que isso vale analogamente para a política. Sentimo-nos descontentes e, não obstante, não sabemos com quem reclamar. Estamos sempre a volta com escalões, comissões... Acontece quase tudo, não muda quase nada. E os responsáveis nunca aparecem. Nos resta a resignação. Sempre, novamente, apenas a resignação. Protestar? Contra quem? Contra todos, alguém vai dizer. Mas o todo é indeterminado e, por fim, não é ninguém. E então ficamos com aquela sensação rabugenta de que protestar contra a política é tão insensato quanto protestar contra o mau tempo.


marcelo doro


29 de abril de 2008

Que linda a manchete do jornal

Atualmente, não sei mais o que esperar da vida, o mundo está tão estranho, tudo se tornou pagavél, ou ao menos tem quem pague.
Sejam canais de notícias, ou jornais, sem falar nas revistas de besteirol, mas até onde, estamos realmente interessados nas manchetes.
Atualmente a moda é a morte, ou melhor o "Assassinato de Isabela" , logo logo vira filme, pois ninguém mais aguenta ligar a tv e ver a mesma notícia, lembrem-se Isabela não é filha do Zé da esquina, por isso é manchete.
Quantos jornalistas realmente estão interessados em descobrir o que realmente aconteceu, quantos estão interessados em apenas vender sua matéria, temos que ter lucro, nem que seja na morte, ou nos assassinatos, mas quantas pessoas são mortas, e nao viram manchetes?
Não há mais corrupção, pois agora só há a Isabela, não há mais fome, e outras coisinhas.
Domingo durante a reconstituição, parecia palhaçada, pessoas fantasiadas... para que? e a pobre mãe da garota? ninguém pensa no sofrimento dela? e ela sofre? claro que não se sofre, se sofresse, estaria nas capas Fulada de Tal, vulgo mãe de Isabela passeia chorando em Ipanema, ou outro lugar qualquer, claro que o "chorando" teria letras garrafais, enfatizando bem, mas isto não vende.
francoa

20 de abril de 2008

uma noite de outono, duas noites de primavera‏

"... meu amor nasceu no inverno, numa noite de chuva, numa noite diferente de todas as noites que já vivi antes;meu amor foi uma graça, estava vestida de preto, e eu? nem me lembro a cor de meus olhos, mas ela estava com uma blusinha preta, isto me lembro bem;nao dançamos muito, achuva atrapalhava, as confusões também, meus olhos nem sabiam quem ela era, mas meu coração sim, ele sabe tudo, hoje ele fala comigo, por um tempo não.Ela quis ir embora com uma amiga, nao podia deixa-lá partir assim, nao mesmo, nao queria nada demais, seu olhar me bastava.Sua voz, esta era uma angustia... esta me desmontava, tao macia, tao sedosa, tao de tao que nem ouvia as palavras, apenas imaginava as frases que eu queria ouvir saindo daquela boca.Seu corpo, pra falar a verdade, nao olhei, seu rosto me encantou, seus olhos, boca, cabelo, tudo, enfim era perfeito, nao precisava ter mais nada, nao precisava olhar nada ao redor, ele combinava com tudo... Sua voz era tao meiga, e tao fria, ela era tao doce, e tao salgada, e eu, apenas mais um bobo que se encantava a cada minuto que passava..."

françoá

7 de abril de 2008

(sem título)

...este blog está passando por uma crise
e a culpa é, toda ela, dos editores; ok, do mundo também
já não acontecem muitas coisas que valham a pena comentar
(e ninguém mais suporta filosofias baratas)

portanto, na falta de algo pertinente para dizer
o melhor é se calar.
por tempo indeterminado...
talvez até amanhã, ou depois, ou depois, ou nunca mais.

é isso, tudo já foi dito!
nada mais resta, senão lametar
é o fim da história
"tudo o que é sólido desmancha no ar"

viva a mediocracia
somos apenas os órfãos desse mundo irresponsável
não os pais
cadê os culpados?

e o Marx, por que ninguém mais fala dele?
ai, que sono

10 de março de 2008

Novos pecados capitais

... só faltava isso! O Vaticano divulgou a lista dos novos pecados capitais que vêm se somar aos já existentes. Isso pra confirmar aquele velha intuição popular, segundo a qual "nada é tão ruim que não possa piorar".

***

O Vaticano incluiu na lista de condenações a manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental. A alteração ocorreu, para adaptar os pecados à 'realidade da globalização'.

A listagem foi publicada no jornal do Vaticano, neste final de semana. Os outros pecados capitais são gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça. Ao contrário dos outros sete, os novos pecados ultrapassam os direitos individuais e adquirem uma dimensão social. As informações são do site G1.

Os novos pecados capitais

1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas"

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&tab
=00013&newsID=a1790418.htm&subTab=


[marcelo doro]

2 de março de 2008

laaventura

Sim, mais uma vez estou postando uma letra, mas para mim, não é apenas uma letra, são muitas, quada parágrafo nos diz muito, é interessannte como podemos distorcer os fatos, por nós vividos, para que nos pareçam melhore, ou para nos apaziguar, ou nos enganar? Por que não?

Bom segue a letra, o compositor é o Renato Russo

"Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar prá trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for prá ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada prá lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender"

é engraçado, gosto muito dela, apesar de ser muito triste, esta letra me leva a pensar em tudo o que eu ja fiz, e o que já ganhei.
Será que sou merecedor do seu amor?
Se eu te deixasse livre, você, talvez seria mais feliz, mas e eu?, eu seria?

Quando chegamos a este ponto é que me pergunto, o que eu quero da vida?, o que é a vida?

Difícil de responder..

francoa
ps. estou quase de volta, faltam 15 longos dias.

Às vezes  acordo cantando...
...Triste coisa é querer bem, a quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei só que não lhe quero mais
Não é desejo, nem é saudade sinceramente, nem é verdade...

21 de fevereiro de 2008

A Versão Gaudéria da Bíblia

O Causo das Escrituras!!!

Lá na minha terra, lá pela década de 70, como quase ninguém sabia lê, o único gaudério que mal e mal conseguia acolherar as letra deu uma lida no
Livro Sagrado e ensinava, assim, a gurizada:

"Pois não sei se já les contei o causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena
contá por causo dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por
tomá banho pelado numa sanga. Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só em dono, onde não tinha nem dele nem meu.

O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.
Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço nos peito, do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão.
O Caim, estonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguai.
Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.

A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns anos despois, pegou uma enchente mui feia pela frente. Cosa muito séria.
Caiu água uma barbaridade. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.
O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se alargou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se
deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Dilúvio.

Foi aí que um tal de Moiséis varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram
amiga.
A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.
Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele.
Abriaram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga.

Foi quando os velho, que eram muito do respeito, se queimaram e deu-se o entrevero.
Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamo, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando
planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que
não teve nem graça!
Foi me acudam e tô morto.Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o
lado cego do facão. Foi uma sangüera danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.

Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão.
Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis
ano, que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chagado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só, cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Prejuízo
de Salomão que contam por aí.

Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.
Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara
dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo.
Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china no bolicho. Uma vergonhera pra família.
Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida.
O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.

Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da
vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo.
Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só.
Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto,
que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois
foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.

Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma
mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê da pobre.
E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.
Os maragato, chefiado por um tal coronel Jordão, acamparam na entrada da vila. Só não entraram proque tava lá um destacamento comandado pelo
tenente Lazaro, aquele mesmo que por duas vezes foi dado por morto.

Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e
ocuparam a vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um guasca muito forte e muito feio chamado Calvário.
Pois vejam como é a vida. Esse mesmo Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge
Maria.

Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João
Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor
Caifás e cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com
ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta
noite de bala e bala.

Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus fico três mês morre não morre, mas teve umas atenunante a favor e salvou-se de
lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura da costela. Ferimento muito grave que Nosso Senhor curou
tomando vinagre na Sexta-feira da paixão.

Mas aí, Nosso Senhor se disiludiu-se nos home, subiu na cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos,
que são cinco e que pode muito bem acolher em dois:
"não se mata home pelas costa, nem se cobiça mulher dos outro pela frente."


(desconheço o autor, lamentavelmente)
Francoa

Poesia do dia!

Poesia do dia!

Nao espero que me esperes,
na verdade, nem espero
somente quero-te
pois sei que me queres
e isto é tudo o que mais quero.

Nao vou voltar por que queres que eu volte
volto pois tenho que voltar
pois tenho pouco tempo para estar aqui
e nao é este o meu lugar
e quem eu quero, nao está aqui para que eu possa amar.

Fugi, por medo de encarar
nada mais me faz segredo
e nao tenho mais medo de sofrer
da mesma maneira que o tempo me curou
meu tempo me fez aprender o que é amar

Acabou a inspiraçao, pois ela tinha que acabar
como as folhas tem que no outono cair
para na primavera brotar
bem como estou voltando
para que eu possa te olhar.


Francoa

16 de fevereiro de 2008

Títulos e nomes

Há tempo que quero escrever sobre o fascínio que exercem em mim determinados títulos de livros, filmes e, também, certos nomes de músicas. Filmes como “A mão que balança o berço”, “Dança com lobos”, “Doze homens e um segredo”, “A sociedade dos poetas mortos”; livros como “O triste fim de Policarpo Quaresma”, “Espumas Flutuantes”, “Elogio da loucura”, “Caminhos Cruzados”; canções como “The man who sold the world”, “Teatro dos Vampiros”, “Vitrine viva”, “O inferno vai ter de esperar”; todos esses títulos e outros mais, além de indicar, qualificam a produção que nomeiam. São belos, pomposos e instigantes.

Humberto Gessinger, disse numa ocasião, que deveria existir a profissão de “dar nome” pra música. Ele comentava a satisfação que o artista sente quando consegue expressar com uma ou algumas poucas palavras o sentido de toda uma canção ou de um conjunto de canções – quando se trata de escolher o nome de um álbum, por exemplo. Se, de fato, tal profissão existisse, Humberto seria um profissional bem sucedido. “A conquista do espelho”, “Armas químicas e poemas”, “Chuva de containers”, “Exército de um homem só”, “Variações sobre um mesmo tema”, “No inverno fica tarde mais cedo”, “Mapas do acaso”, são exemplos da criatividade irreverente do artista. Destaque também para “Canibal vegetariano devora planta carnívora”, do álbum "Gessinger, Licks & Maltz”.

Friedrich Nietzsche também merece destaque. Nenhum outro escritor conseguiu produzir tantos bons títulos. Costumava usar um título imponente seguido de um subtítulo que, no mais das vezes, era, no mínimo, enigmático. Seu primeiro livro de destaque é “Humano, demasiado humano”, que traz como subtítulo o indicativo: “Um livro para espíritos livres”. À obra “Assim falou Zaratustra” ele acrescentou “Um livro para todos e para ninguém”. São seus, também: “Para além do bem e do mal – Prelúdio de uma filosofia do porvir”, “Crepúsculo dos Ídolos – Ou como filosofar com o martelo” e “Ecce Homo – Ou como tornar-se o que se é”. Este último, sem dúvida, a autobiografia de mais escassa modéstia da história literária. O índice do livro é o seguinte: I. Porque sou tão sábio. II. Porque sou tão sagaz. III. Porque escrevo bons livros. IV. Porque sou uma fatalidade. (Sem comentários).

No cinema, acho que a série 007 é a mais bem batizada. A se julgar pela versão brasileira, os títulos são ótimos. Os melhores, pela minha consideração: “007 - O amanhã nunca morre”, “007 - Um novo dia para morrer”, “007 - O mundo não é o bastante”, “007 - Somente para seus olhos”, “007 - Viva e deixe morrer”, “007 - Os diamantes são eternos”, "007 contra o homem com a pistola de ouro” e “Com 007 só se vive duas vezes”. Ah, os filmes também são ótimos.


marcelo doro

9 de fevereiro de 2008

nestas horas que não tenho nada pra fazer, nada melhor do que pensar na vida

"...As horas passam marcando os momentos que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra na sua cidade
Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe um novo caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol e de ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa, há tempo de viver o hoje
E depois, um dia você descobrirá que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr e você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto e a cada dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto, você nunca parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto é a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer..."

francoa

8 de dezembro de 2007

I Started a Joke

"Eu comecei uma brincadeira que fez o mundo todo começar a chorar, mas eu não percebi que a brincadeira era comigo.
E eu comecei a chorar que fez o mundo todo começar a rir, se eu apenas tivesse percebido que a brincadeira era comigo.
E eu olhei para os céus, passando minhas mãos nos meus olhos e caí da real, amaldiçoando minha mente pelas coisas que disse.
Até que finalmente morri, que fez o mundo todo começar a viver."

françoá

Primitivos modernos

Houve uma época, a muito, muito tempo atrás, em que a vida humana era regida pela lei da selva (leia-se: a lei do mais forte!). Nesse tempo, justiça não era sequer um conceito! Quem podia mais chorava menos, literalmente.
E desse modo, com uns se sobrepujando aos outros, a espécie evoluiu. Na luta por espaço e por comida, os últimos eram os primeiros a desaparecer. Claro que tinha também o fator sorte: as vezes um rival era atingido por um raio ou devorado por um tigre! e aí os mais fracos ganhavam uma nova chance.
Mas, por um descuido evolutivo, nossos ancestrais adquiriram consciência. E hoje muito nos vangloriamos por isso (embora eu, sinceramente, não veja muita vantagem em tal aquisição!). Temos, agora, a percepção de que existimos e de que outros existem. Sabemos que a busca do prazer e a evitação da dor são as constantes em todo animal. Destinguimos o bem do mal. Exaltamos a justiça como valor supremo. Enfim, desenvolvemos a tal da moralidade.
Tecnologicamente, atingimos patamares jamais imaginados na medicina, na mecânica, na computação e etc. Nenhum "ugabuga" poderia sequer sonhar que um dia seus descendentes dispusessem de tamanho poder e conforto. Não obstante a tudo isso, aquela velha lei da selva ainda vinga entre nós. Os homens continuam a se sobrepujar, mesmo sem saber ao certo por quê. Nossa sociedade é uma selva: os mais fortes triunfam e os mais fracos penam (e torcem, como faziam seus ancestrais primitivos, para que a sorte lhes favoreça). A grande diferença é que já não se travam mais lutas diretas pela comida e pelo espaço. Graças a essa evolução toda, os fracos de hoje já não lutam mais; aguentam o frio das ruas e o aperto da fome sem protestar. Se convenceram que a justiça é apenas um conceito e que o que vale mesmo é a lei do mais forte - e nem todos são fortes!

...

E querem saber porque eu ainda acredito em Deus? É porque eu não consigo acreditar nos homens.

[marcelo doro]

4 de dezembro de 2007

Tempos modernos. Part I

Quando a rotina corrói os fortes, e as ambições são pequenas, o ressentimento fala mais alto, então as emoções não melhoram, e mudamos nossos caminhos pegando estradas diferentes.
Por que o meu quarto é tão frio? Eu me lembro de você virado de costas do seu lado querendo apenas dormir.
Nosso respeito murchou tanto? Mas ainda há esta atração que mantemos em nossas vidas.
Você fala de todos os meus fracassos, e o desespero toma conta.
Será que algo tão bom simplesmente não funciona mais?
Você me perguntou se eu ainda te amava, mas não sei se algum dia eu amei, para falar a verdade, quem sabe o que é o amor.
O amor de hoje não é o mesmo de outros tempos, não há mais romantismo, não há mais cumplicidade.
Hoje é só atração, libertinagem pura, e isto é uma desilusão... "pobres tolos que um dia amaram".
"...eu ainda te amo, mas não lhe quero mais..."
Mas, sempre há um "mas"... de tudo, um pouco ficou...

...apenas, saudades de ti ...


françoá

27 de novembro de 2007

Da série "sabedoria popular"....

Pega-se um boi pelos chifres
O homem com palavras
E a mulher, apenas com elogios ...

Françoá

Cinema

Amor, não há amor, existem só provas de amor
Mas, para o amor, provas não bastam, é tudo mentira, tudo cinema
Apenas cenas quando, em ledo engano-me, as cenas regressando em algum trem
Ah! Essa historia de amor porque uns barcos se afastam
e mil sereias cantam sem pudor
Oh! Que trágico destino! Preferi-ser o assassino ao amante leal
e que os bandidos são úteis e nós, os amantes, fúteis.
Vulgaridade do mal
Amar agora é crime e só a paixão nos redime da obsessão do sublime, do ideal
Tudo romance, tudo poema apenas cenas...
Fazer mal do amor... é a gloria?
E o sofrer de amor? A quem? Por quem? Por quem que mereça
Ah! Essa historia de dor buscar o amor sem vitória, sem memória
É tão desleal.

Françoá

previsões macabras

Cientista diz que aquecimento global é inevitável e 6 bilhões morrerão
James Lovelock afirma que o verde é a cor do mofo e da corrupção

Aos 88 anos, com uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8º – quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas.

– Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria – sentencia Lovelock – O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.

Trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre.

– Verde é a cor do mofo e da corrupção – diz.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia – a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está “vivo”. Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática.

[fonte: www.clicrbs.com.br]

sabedoria popular

"Pode-se levar um burro a um poço,
mas é impossível faze-lo beber água"

marcelo doro

Como eu te amei...

Ahhh se eu te amei...
E quanto...
Seus olhos, cabelos, lábios...
Seu corpo, suas pernas, seus pés...
Sim... as tuas mãos, estas marquinas nas costas...
Nossas noites, nossos sonhos...
Seu suspiro, sua respiração...
Nossas manhãs, seu bocejar...
Sua carinha de sono...

Ahhh se eu te amei...
E quanto...
Pensando bem,
Nem foi tanto assim.

Françoá

25 de novembro de 2007

Paranóia insolênte

Vamos lá, faz tempo que não escrevo nada. Acontece que depois que decidi não abordar mais o tema “mulheres”, fiquei meio sem assunto. Já não existem mais tantas coisas interessantes nesse mundo...

Vou falar de política. (Mas, por favor, não abandone a leitura.) A política é uma área que sempre tem muita coisa para ser considerada. Não que eu tenha algo de novo para dizer, além daquilo que todo mundo sabe: que se trata de um terreno ambíguo, onde o que é não parece e o que parece não é. Ou seja, que se trata de uma grande e sonolenta confusão. Mas não vamos ser injustos, talvez existam mesmo coisas boas e belas na política. Pode ser apenas uma questão de ponto de vista – do ponto de vista dos nossos políticos lacaios, por exemplo, a política deve ser realmente um negócio bom! (rs).
O importante é não perdermos a esperança. Podemos até perder a calma; a esperança, jamais.
Eu sei que está cada vez mais difícil confiar. Sei que o acúmulo de desilusões nos oprime. Sei que já não temos a ingenuidade iluminista de acreditar que a historia caminha sempre para estágios de maior harmonia e perfeição. Sei que Deus já não faz tantos milagres quantos costumava fazer em tempos remotos. Sei que a ciência já não nos traz a mesma euforia que proporcionava em outras épocas. Sei que já não nos restam grandes causas, depois da ruína do sonho socialista. Sei que o egoísmo humano parece se fortificar sempre mais e mais. E sei, também, que não se sabe ao certo onde tudo isso vai levar. Mas, e daí, se a vida não é tão colorida quando gostaríamos que fosse? Qual é o problema de o mundo ser esse lugar tão estranho? Vamos por isso nos fechar no nosso micro-cosmo e esperar o tempo passar para junto passarmos pela vida? Não, né! É preciso acreditar. E lutar.

[não, não vou me candidatar! rsrs]

marcelo doro

23 de novembro de 2007

Uma carta que nunca foi entregue

"quando escrevi esta carta, eu tinha trocado o nome da garota, mas resolvi chamala apenas de ela, não há outro nome que eu possa chamá-la, eu preciso manter uma certa privacidade."

A última vez em que eu a vi foi a uns dois anos atrás
E ela me disse que todos os românticos encontram o mesmo destino algum dia
Cínicos e bêbados, chateando alguém em algum bar escuro
Você ri, ela me disse, você acha que está imune
Se pudesse ver os teus olhos
Agora estão cheios de lágrimas
Você gosta de violetas, beijos e mulheres atraentes te dizendo
Todas aquelas lindas mentiras, estúpidas e hipócritas
Quando você vai perceber que são apenas mentiras

Você mudou muito, mas na verdade não mudou nada, ela me disse
É só que agora você romantiza essa dor que existe
Você tem lágrima nos olhos, e a nossa musica esta tocando
Acorde é só um sonho
Presta a atenção nas letras, elas cantam de amor tão doce,
E você quer acreditar nisto
Isto não existe...
Quando você vai apreender?

Ela está saindo com um cara que eu não conheço
Ela falou que tem medo de se envolver e não quer mais chorar
E todas as luzes da casa estão brilhando
Eu vou apagar esta maldita luz
Não quero ninguém vindo à minha mesa
Eu não tenho nada para conversar
Todos os bons sonhadores atravessam este caminho algum dia
Escondendo-se atrás de garrafas em bares escuros
Apenas uma noite escura antes que eu consiga minhas asas
E voe para longe...
É apenas uma fase...
Mas estes alcoólatras dias, demoram para passar!

Françoá

21 de novembro de 2007

O Que é isto?....

Você pode sentir, ver, escutar?
Se não pode, então, de qualquer forma, não importa
Você nunca vai entender, pois acontece muito rápido

E a sensação é tão boa, é como caminhar sobre vidro
É tão legal, é tão excitante, é fantástica...

Você pode tocar, cheirar, e provar... é tão docê

Mas não faz diferença, pois ela te derruba pelos pés
Você quer tudo, mas você não pode ter...

Está chorando, sangrando, deitado no chão
Você cai em si e então você se desafia...

Você quer tudo, mas você não pode ter
Está na cara, mas você não pode agarrar
Está humilhado, maltrapilho, desolado...

Está vivo, com medo, uma mentira, um pecado
É mágico, é trágico, é uma perda, é uma conquista
É escuro, é úmido, é uma dor amarga
É triste que tenha acontecido
É uma vergonha que ainda se considere vivo...

Você quer tudo, mas você não pode ter
Está na tua cara, mas você não pode agarrar

O Que é isto?... O Que é isto?... O Que é isto?

isto é uma mulher ...

françoá

20 de novembro de 2007

um espírito carente

Noites de lua e estrela cadente
Seu dedo apontando o horizonte
Seu cheiro me provoca na rua me torna presente
O clima chuvoso do monte
São imagens que vagam, me penetram e se propagam
Machucam meu corpo carente

Tardes de sol e raios reluzentes
Paisagens de bosques e fontes
Seu corpo macio tão cálido e quente
mostrando o caminho da fonte
São imagens que escapam, voltam e se espalham
Machucam meu corpo carente

Meu universo ficou reduzido a um pobre circo vazio
As tardes de sol... As noites de lua...
Tudo é tão sombrio, tudo é tão calmo
E eu vagando pelas ruas e inevitavelmente
São amigos que falam, palavras que calam
Machucam meu corpo carente

E isto não é amor, eu falo de gente...

françoá

um beijo com batom sabor de rosa

Ho...
Tolos, estúpidos, apaixonados....
que ódio vos tenho
e se fosse apenas ódio...
mas é acima de tudo
desprezo pelo tempo que perdi
sendo um dos vossos...

françoá

17 de novembro de 2007

Retalhos

Estou, hoje, meio atordoado. Descobri que o mundo é uma grande conspiração. Laranjas até que são legais, mas quase ninguém gosta de couve. E o sol não existe – o Françoá que falou!

Deve ter alguém rezando neste momento. As vezes uma prece ajuda! Mas e se Deus não for perfeito? A razão pode confundir o coração.

Meus pés estão frios. Preciso limpar meu óculos. Por que você está lendo isso?

Joana d’Arc, Rosa Luxemburgo, Sharon Stone...
(Gostosa!)
Nicolau dos Santos Neto, Severino Cavalcanti, Roberto Jéferson...
(O que é ética, mesmo?)
Friedrich Nietzsche, Olívio Dutra, Moraes Moreira...
(Tudo bem, de perto ninguém é normal!)

Mas “há uma luz no fim do túnel e não é um trem na contra mão”. O pior nem sempre acontece. Já tive medo do escuro. Gato preto dá sorte para quem quer azar.

Comer alho faz bem!
Paus e pedras podem machucar,
Palavras também!

Se, pelo menos, meu time vencesse...


[marcelo doro]

16 de novembro de 2007

Hermenêutica

“A vida é uma bebida sem gelo
Engolida às pressas, às vésperas da sede”

Dentre todos os seres que vivem, o homem é, até onde se sabe, o único que tem consciência da vida; o único que, além de existir, também quer interpretar a existência. O homem é, por excelência, um ser hermenêutico. Sim, todos nós hermeneuticos, no sentido de que estamos sempre atribuindo significações para o que vemos, e fazemos. Isso acontece mesmo quando não estamos prestando atenção, pois não é algo que precisamos construir; é espontâneo! Tudo o que chega até nós é preenchido de significado. E o significado não está nas coisas, não está no mundo; o significado está em nós, vem de nós.
Cactos existem e têm vida, mas não sabem que existem e não entendem que vivem. Dromedários também existem e também têm vida, mas, assim como os cactos, não sabem que existem e nem entendem que vivem. O homem é diferente: ele sabe que existe e entende que vive. Mas nem sempre entende a vida. A vida é difícil de significar. Esse é o ônus!

[A frase entre aspas, ali em cima, é uma adaptação livre de um trecho da música “Curtamentragem”, de autoria de Humberto Gessinger. A canção compõe a faixa 11 do álbum “Várias variáveis”, do Engenheiros do Hawaii. Ouçam, vale a pena!]

marcelo doro

14 de novembro de 2007

Não mais!

Decidi que não vou mais escrever sobre mulheres nesse Blog. Estou convencido de que não devemos tentar entender certas coisas, devemos apenas aceitar; e amar, pois como disse Nietzsche, o segredo da vida é amar aquilo que não se pode mudar (e aquilo que não se pode entender, acrescento eu!). No mais, são muitas variáveis a serem consideradas... nunca poderei falar com convicção e, sendo assim, é melhor eu nem falar. Calar-me-ei, portanto!!!

[mas não me levem a mal, e nem me chamem de incoerente, se eu, porventura, um dia, falar de amor! rsrs]

marcelo doro

Mulheres, mulheres… (errata)

Num post anterior classifiquei a personalidade feminina como doce, salgada ou insossa. Uma tipificação bastante simplista, considerando-se a complexidade do objeto em questão. Para além dessas personalidades, há de se considerar outras, menos freqüentes, mas não menos relevantes. É o caso, por exemplo, das mulheres de personalidade picante. São as apimentadas. Combinam com o doce e o salgado, sem jamais serem insossas. São atraentes e, aparentemente, inofensivas (assim como uma malagueta), mas podem queimar. Tem de ser saboreadas aos poucos, pelo menos no início. E não são para todos os paladares; apenas para os mais refinados, para aqueles que apreciam o que a vida pode oferecer de mais intenso.
Na descrição de Mademoiselle L. W. E., “as apimentadas são de personalidade forte, são contestadoras (quase de “esquerda”), de pouca paciência (embora também sejam, as vezes, bastante dedicadas); estão sempre muito apressadas, querendo fazer mil coisas ao mesmo tempo; mas gostam do que fazem!”
Tudo indica que, assim como acontece com quem decide saborear pratos apimentados, a relação com mulheres de personalidade picante pode ser desconfortável, no início; mas, depois, a intensidade do sabor vem como recompensa. Há os que nunca provaram, há os que provaram e se queimaram! Há os que não gostam, há os que não vivem sem!

marcelo doro

12 de novembro de 2007

Voltei... ou retornando?

Atendendo a milhares de pedidos, ou para ser mais exato... apenas três pedidos, volto a postar no blog.
Mas não vou postar musicas, nem poesias, nem contos bestas ou crônicas pobres.
Também não vou ficar fazendo lamentações, aquelas choradeiras de tolos apaixonados que perderam as suas amadas, ou estas que nunca souberam na verdade que eram amadas.
Vou ser sutil, (se é que sei o que isto significa na verdade...).

Não vou ficar falando de nobreza ou sabedoria, sou sábio o suficiente para saber o meu lugar, e nisto reside a verdadeira sabedoria... ponha-se no seu lugar, mas não quero dizer que você deva permanecer lá.
Sou um tolo, estúpido, cínico, talvez um pouco "mau caráter", mas com aqueles que realmente me importo sou extremamente sincero, (e eles sabem disso...).
Não quero pensar em inglês, do tipo " I could be wrong... I could be right...!", estou mais calmo, "...ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso, porque já chorei demais..."

É tão fácil ser feliz que não acreditamos na felicidade, temos que complicar sempre, não sei o que eu preciso ter ou ainda ser, para me declarar "EU SOU FELIZ!!!"
Dinheiro...? Mulheres...? Amigos...? Emprego (aqui diferencia-se de trabalho)...?...

Pô, eu tenho tudo isso, na quantidade exata que um homem normal precisa ter para ser feliz., e ainda tenho mais, tenho uma família linda que eu amo muito e eles sabem disso, e a Deus agradeço todas as noites.
Tenho uma turma de amigos que são quase perfeitos, se todos fossem perfeitos, seriam uns chatos, e nesta imperfeição encontra-se a beleza.

Tenho uma saúde de touro, jogo meu futebol (da minha maneira é claro, sou melhor no computador do que no campo...rsrsrs).. Como eu disse tenho tudo, mas sou um dos chatos deste mundo.
Não me considero feliz... Posso dizer que estou satisfeito.
Na verdade sou um afortunado, e como todo bom rico, nunca estamos satisfeito, sempre queremos mais...
Mas também não sou destes melancólicos de merda que ficam reclamando de tudo à todos... tenho raiva de "emo"... o racinha bem hipócrita, os "emos" que não me levem à mal, ou melhor danem-se...

por enquanto é só, já escrevi demais, e não falei o que queria ...
ass: o chato do françoá

11 de novembro de 2007

Domingo

O sol ilumina, lá fora, com o mesmo desgosto que eu sinto me atormentar, aqui dentro. Ambos parecemos indispostos demais para brilhar! Mas ele voltara triunfante; eu, talvez...

E amanhã é segunda!

(marcelo doro)

7 de novembro de 2007

Eu queria inventar uma piada

Sim, eu queria inventar uma piada. Acontece que eu não sei como fazer. A fórmula parece simples: uma situação qualquer, aparentemente normal, mas que tem um desfecho excepcional, extraordinário ou coisa do tipo. Mas não é fácil. E o mais intrigante nem é o fato de eu não conseguir "bolar" uma anedota, é o fato de eu não conhecer ninguém que o tenho feito. É estranho que dentre todas as pessoas que eu conheço e que contam piadas (umas muito bem, outras pessimamente!), nenhuma seja autora das piadas que conta. Nunca pude presenciar a situação em que o indivíduo, na roda, chama a atenção e diz: "Agora vou contar uma minha!". Eis um mistério humorístico.

Marcelo Doro

6 de novembro de 2007

Mulheres, mulheres... (parte V)

Ao me corresponder, recentemente, com uma leitora do Blog (sim, o Blog tem leitoras!) acabei confessando que não entendo as mulheres; no sentido de que nunca sei o que realmente elas querem. Mas observei, também, que não sou o único nesta condição, pois a grande maioria dos homens compartilha dessa ignorância. Até mesmo Sigmund Freud, o ilustre fundador da psicanálise, admitiu ao fim da vida que não tinha conseguido responder a grande pergunta: “O que quer uma mulher?”. E há de se dizer que o cara dedicou praticamente toda a sua vida ao estudo da mente humana, em seus aspectos conscientes e inconscientes, fazendo significativas descobertas na área. Isso me faz pensar que, talvez, nem as mulheres sabem ao certo o que querem; e que por isso é tão difícil de agradá-las.
Quando revelei essa minha suspeita de que, no fundo, nem as mulheres sabem ao certo o que querem, a referida leitora com a qual me correspondia, discordou e se encarregou de me enviar seu depoimento acerca do que as mulheres querem e gostam. Fiquei entusiasmado (a tempos esperava possuir um grande segredo!). Seria uma grande revelação, não apenas para mim, mas para todo o gênero masculino; ou pelo menos, para aquela parte do gênero masculino que não consegue conviver tranquilamente com essa interrogação elementar.
Acontece que a resposta não veio. E então começo a pensar que a leitora esqueceu do que me havia prometido ou, o que seria pior, que ela não conseguiu discernir sobre seus gostos e desejos, confirmando assim minhas suspeitas iniciais. Mas também pode ser que ela esteja apenas ocupada demais!
Uso este espaço mais ou menos público (não pode ser considerado público um espaço com tão poucos acessos! rs) para lembrar à leitora C. de S. (não posso revelar seu nome completo, mas deixo indicadas as iniciais para que ela possa se reconhecer), que ainda aguardo o seu parecer. Mas não quero que ela se sinta pressionada; não mesmo!

Marcelo Doro

4 de novembro de 2007

Comente, ou cale-se para sempre..

Há tempos temos escreto milhares de palavras, as vezes sem nexo nenhum.

Se tiver vontade ou quiser realmente nos deixar um recado, lembre-se sempre, são palavras próprioas, não temos a intenção de agradar, apenas expor o que sentimos ou pensamos.
Mas voltando, se quiser nos deixar um recado, deixe no orkut.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13705903793743226047


françoá

Leva-se ou deixa-se levar?

Há tempos que não te escrevo, estas palavras já foram ditas por alguém... seria estupidez minha dizer "mais" sábio. estas palavras foram ditas por Drummond, mas normalmente, não revelo as minhas fontes, não estou plagiando ninguém quando escrevo e não cito a fonte, quero que as pessoas descubram por sí as fontes, só assim (acredito), que seremos mais cultos, ou melhor dizendo... menos ignorantes.
Atualmente, as cartas que escrevi eram texos ou musicas de outras pessoas, não tinha vontade de escrever sobre mim, normalmente, minha cabeça está a milhão, tem tanta coisa acontecendo, pra quem não sabe estou de malas prontas para a minha viagem, vou passar o final do ano (dez/07 a mar/08), nos EUA. Não gosto de falar sobre isso para não parecer que estou me mostrando, odeio gente que fica se fazendo por bobagens.
Vou para lá para aperfeiçoar o inglês, e é claro que vou trabalhar lá, é quase trabalho escravo... mas não é isso que quero falar agora...

françoá

2 de novembro de 2007

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência fosse falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

A falta de Érico Veríssimo

Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.

Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda – como tarda!
a clarear o mundo.

Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.

Falta um solo de clarineta

25 de outubro de 2007

...

Tô na batalha de um trampo e preciso ficar.
Sua casa, oh dona da noite é meu segundo lar.
As suas meninas, os seus namorados e a minha música...
Eu andava acabrunhado e só perdido e sem lugar.
Feito um galho seco arrastado pelo temporal.

Pensei até em enrolar minha bandeira e dar no pé.
Eu pensei até em jogar fora a minha história, os documentos e aquela fé.
Todos nós somos herdeiros do nada.
Frutos da união entre o desencanto e a canção.
Gerados no ventre da noite. Na dor da paixão.

Fazia tempo que o sol não derramava luz na minha vidraça.
Depois que tudo passa. O vento leva as nuvens negras noutra direção.

A dor e a paixão nasceram na noite.
Os sonhos são filhos da noite.
Senhorita de pernas bonitas.
Dá-me o prazer de mais uma dança?

Cavaleiro. Irmão de esperança. Já é quase amanhã...
Ainda bem que me restou o seu sorriso que me ilumina a alma.
Que me acalma quando é preciso.

E como eu preciso!

lino

Para alguém muito especial...

Meu coração bateu forte
Quando fora de hora cheguei
Vim te ver pra me alimentar e colher
do que plantei.

Nas esquinas de cada manhã
Das manhãs que a vida me deu
Te busquei e era um tal de vagar pelos cantos
Meu canto e eu.

Onde vou?
Uma sombra que voa preso na esteira de cada ilusão
Um passageiro à espera de condução
Sempre sonha... Sonhador
O meu horizonte é onde vou estar amanhã
Qual talismã? A ponta do seu olhar e me acompanha.

françoá

Na parte fria da cidade, a noite é mais escura.

Eles sentaram juntos no parque enquanto o céu da tarde escurecia.
Ela o olhou e ele sentiu uma centelha latejar no osso.
Foi então que se sentiu só e desejou não a tela conhecido.
E ficou a espreita ao simples girar do destino.
Eles caminharam pelo velho canal.
Um pouco confuso, ele se lembra bem.
E pararam em um hotel estranho, com a luz de néon brilhando alto.
Ele sentiu o calor da noite lhe bater como um trem de carga.
Um saxofone de algum lugar distante tocava enquanto ela passava pelo fliperama.
Enquanto a luz invadia uma cortina poluída onde ele estava acordando.
Ele acordou, o quarto estava nu, ele não há viu em lugar algum.
Ele diz para si mesmo que ela não se importa. Empurra a janela para abrir toda.
Sentiu um vazio por dentro do qual ele não conseguia entender.
Ele ouviu o relógio marcar o tempo e caminha com um papagaio que fala.
Caça ela lá no caís do porto aonde todos os marinheiros chegam.
Talvez ela o escolha novamente, quanto tempo ele precisaria esperar.
Pessoas dizem que é pecado saber e sentir demais por dentro.
Ainda creio que ela era minha alma gêmea. Mas eu perdi o anel.
Ela nasceu na primavera, Mas eu nasci tarde demais.
Ele foi eu, mas eu nunca consegui se ele, sempre mudando, como folhas postas ao vento.
Nunca mais deixarei de ele voltar...
Mas do que adianta por a culpa no destino...
Ele nunca se perguntou se podia simplesmente ir embora, e agora sente a falta que ela o faz, de nada adianta ligar para ela, ela não o atendera. Sempre é bom provar do próprio veneno, mas isso eu não quero para mim.
Ele destila o próprio sangue sem saber que resposta quer, apenas quer esquecer.
Ri sozinho, acha engraçado ter sido pela primeira vez usado, fica indignado e ela não o atende, promete-se que nunca mais vai ligar, mas liga... sempre liga, não adianta fugir.
Agora ele entende, ele foi apenas mais um, ou "one in a million"...
...isso deve continuar...

françoá

23 de outubro de 2007

um otário no mundo ...p. I

Este é um relato pessoal meu. Não espero que julguem, apenas serve como um desbafo.

.


Muitas vezes sinto uma dor que me corrói por dentro, são lembranças de momentos bons e ruins, e em ambos não pude aproveitar. Não fui esperto, ou malandro, suficiente para saborear os prazeres da vida, devia ter sido mais candastrão, devia ter sido mais hiprócrita, devia ter sido mais estúpido, devia ter sido mais romântico.


Não devemos nos importar com os sentimentos dos outros, pois quando nos importamos, fica uma parcela do nosso por acontece, (compliquei...), sabe como é... é a história de não magoar a garota, de tentar fazer tudo certo... mas se ela está contigo, ela não quer o certo, ela quer você e é neste ponto que tudo muda.


Sim, são os bonzinhos que se casam com a garota mais linda da classe, mas são os cafagestes que, (não me levem a mal..) aproveitam da sua virgindade. O bonzinho é o cara que no final da história se casa na igreja, de terno, espera pela noiva, linda... de véu e grinalda, toda de branco, quase pura, (fora aquela noite, hummm...), aquela que deverá ser guardada no fundo do baú das lembranças como um doce sonho, mas que nunca será revelada, (ou não deveria).


E é neste momento que eu me ferro. Deveria se o canastrão, mas nunca fui, não participei das festinhas de oba-oba, nunca fui a orgias, mas também não sou santo.
É claro que já fui na "maloca", (como dizia o Adoniran Barbosa... "Saudosa maloca, maloca querida Dim dim donde nóis passemo dias feliz de nossas vida..."), mas não é por isso que eu vou para o inferno, se é que isso existe.


Mas voltando ao que interessa, importo-me muito com os sentimentos dos outros, penso, (deveria pensar menos!), em não magoar. Isso é foda!!! E neste momento deixo de aproveitar da situação... das meninas bêbadas... das inocentes burrinhas...


Tenho que tomar ferro mesmo, quando todos falavam o que tinham feito na noite anterior, eu ficava com aquela vontade de quero mais, puta merda!!! gosto de conversar, de conhecer, não procuro uma namorada na noite, mas também não gosto pegar pelo braço dar um beijo e dizer adeus... tem que ter um mínimo de sentimento, (pelo menos saber o nome dela....)



To be continued...
françoá

Depois do tempo da ilusão... p. II

"Amar o perdido deixa confundido este coração.


Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.


...Mas as coisas findas, muito mais que lindas essas ficarão."

...


.mas com o tempo novo, tudo muda, até eu mesmo mudei, (ou melhor mudaram-me), não nos tornamos outra pessoa por um simples desejo de mudar... não é tão simples assim...


Há muito de nossas vidas, que simplesmente nos são impostas, (gostando delas, ou não), mas assim deve ser feito, Drummond dizia: "Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas."


Isto é o nosso mundo, aprender e mudar, pois quanto mais aprendemos, maior fica a percepção que quanto grande era, ou ainda é, a nossa ignorância.


Sinto um desprezo profundo de todos que se julgam os donos da verdade, eu mesmo não compreendo o conceito de verdade, (talvez minha estupidez seja muito maior do que eu mesmo posso imaginar).


"Ó burocratas!


Que ódio vos tenho, e se fosse apenas ódio...


É ainda o sentimento


da vida que perdi sendo um dos vossos.


...


françoá

19 de outubro de 2007

nada melhor do que ter humor....


do "Poeta" Paulo de Carvalho, Eu Não Quero Mais



Introdução: (música de domínio público)
"...a mulher e a galinha, são dois bichos interesseiros, a galinha pelo milho e a mulher pelo dinheiro..."



Nunca permita que a dúvida tome assento


Nunca acredite que todas elas são iguais


Cada tristeza tem um rosto diferente


E quem está só acha todas as mulheres fatais


Você testá muito segura e você é mesmo demais


Só que eu não quero mais!



Eu te mostrei o caminho, mas você não veio


Fica fazendo cu doce e jogando comigo


Temos um belo começo parado no meio


E você vem com essa de sermos bons amigos


Você testá muito segura e você é mesmo demais


Só que eu não quero mais!



Continue deste jeito e você vai dançar


Já segurei outras barras piores que esta


Caio, me arrasto, me acabo, mas volto a andar


Pode até demorar mas eu vou sair desta



Nunca permita que a mágoa tome assento


Ter meia felicidade é estar meio triste


Sonhe e beije e ame mas fique atento


O seu lance tem que ser o melhor que existe


Você está muito segura e você é mesmo demais


Só que eu não quero mais



A única loira que presta é uma cerveja


A única morena séria é uma cuba libre


Chame o garçom, pague a conta


Elas matam a sua sede


Mude de bar, peça outra e ainda será livre


Você caiu da cadeira e já bebeu demais


E tô querendo mais!



françoá

Caso do Vestido

Uma história do Drummond, para ser refletida...

...


Nossa mãe, o que é aquele vestido, naquele prego?


Minhas filhas, é o vestido de uma dona que passou.


Passou quando, nossa mãe? Era nossa conhecida?


Minhas filhas, boca presa. Vosso pai evém chegando.


Nossa mãe, dizei depressa que vestido é esse vestido.


Minhas filhas, mas o corpo ficou frio e não o veste.


O vestido, nesse prego, está morto, sossegado.


Nossa mãe, esse vestido tanta renda, esse segredo!


Minhas filhas, escutai palavras de minha boca.


Era uma dona de longe, vosso pai enamorou-se.


E ficou tão transtornado, se perdeu tanto de nós, se afastou de toda vida, se fechou, se devorou, chorou no prato de carne, bebeu, brigou, me bateu, me deixou com vosso berço, foi para a dona de longe, mas a dona não ligou.


Em vão o pai implorou.


Dava apólice, fazenda, dava carro, dava ouro, beberia seu sobejo, lamberia seu sapato.


Mas a dona nem ligou. Então vosso pai, irado, me pediu que lhe pedisse, a essa dona tão perversa, que tivesse paciência e fosse dormir com ele...


Nossa mãe, por que chorais? Nosso lenço vos cedemos.


Minhas filhas, vosso pai chega ao pátio.

Disfarcemos.


Nossa mãe, não escutamos pisar de pé no degrau.


Minhas filhas, procurei aquela mulher do demo.


E lhe roguei que aplacasse de meu marido a vontade.


Eu não amo teu marido, me falou ela se rindo.


Mas posso ficar com ele se a senhora fizer gosto, só pra lhe satisfazer, não por mim, não quero homem.


Olhei para vosso pai, os olhos dele pediam.


Olhei para a dona ruim, os olhos dela gozavam.


O seu vestido de renda, de colo mui devassado, mais mostrava que escondia as partes da pecadora.


Eu fiz meu pelo-sinal, me curvei... disse que sim.


Sai pensando na morte, mas a morte não chegava.


Andei pelas cinco ruas, passei ponte, passei rio, visitei vossos parentes, não comia, não falava, tive uma febre terçã, mas a morte não chegava.


Fiquei fora de perigo, fiquei de cabeça branca, perdi meus dentes, meus olhos, costurei, lavei, fiz doce, minhas mãos se escalavraram, meus anéis se dispersaram, minha corrente de ouro pagou conta de farmácia.


Vosso pais sumiu no mundo. O mundo é grande e pequeno.


Um dia a dona soberba me aparece já sem nada, pobre, desfeita, mofina, com sua trouxa na mão.


Dona, me disse baixinho, não te dou vosso marido, que não sei onde ele anda.


Mas te dou este vestido, última peça de luxo que guardei como lembrança daquele dia de cobra, da maior humilhação.


Eu não tinha amor por ele, ao depois amor pegou.


Mas então ele enjoado confessou que só gostava de mim como eu era dantes.


Me joguei a suas plantas, fiz toda sorte de dengo, no chão rocei minha cara, me puxei pelos cabelos, me lancei na correnteza, me cortei de canivete, me atirei no sumidouro, bebi fel e gasolina, rezei duzentas novenas, dona, de nada valeu: vosso marido sumiu.


Aqui trago minha roupa que recorda meu malfeito de ofender dona casada pisando no seu orgulho.


Recebei esse vestido e me dai vosso perdão.


Olhei para a cara dela, quede os olhos cintilantes? Quede graça de sorriso, quede colo de camélia? Quede aquela cinturinha delgada como jeitosa? Quede pezinhos calçados com sandálias de cetim?


Olhei muito para ela, boca não disse palavra.


Peguei o vestido, pus nesse prego da parede.


Ela se foi de mansinho e já na ponta da estrada vosso pai aparecia.


Olhou pra mim em silêncio, mal reparou no vestido e disse apenas: — Mulher, põe mais um prato na mesa.


Eu fiz, ele se assentou, comeu, limpou o suor, era sempre o mesmo homem, comia meio de lado e nem estava mais velho.


O barulho da comida na boca, me acalentava, me dava uma grande paz, um sentimento esquisito de que tudo foi um sonho, vestido não há... nem nada.


Minhas filhas, eis que ouço vosso pai subindo a escada.

.


françoá

16 de outubro de 2007

Amor

"...e o amor?


o amor é isto, o ganho não previsto..."


francoa

Uma vida em 4 atos...

I


Não sou escravo de ninguém


Ninguém é senhor do meu domínio


Sei o que devo defender


E por valor eu tenho


E temo o que agora se desfaz.


Viajamos sete léguas


Por entre abismos e florestas


Por Deus nunca me vi tão só


É a própria fé o que destrói


Estes são dias desleais.


.


Sou metal, raio, relâmpago e trovão


Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão


Sou metal, me sabe o sopro do dragão.


.


Reconheço meu pesar


Quando tudo é traição,


O que venho encontrar


É a virtude em outras mãos.


Minha terra é a terra que é minha


E sempre será minha terra


Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.



II


Quase acreditei na sua promessa


E o que vejo é fome e destruição


Perdi a minha sela e a minha espada


Perdi o meu castelo e minha princesa.


Quase acreditei, quase acreditei


E, por honra, se existir verdade


Existem os tolos e existe o ladrão


E há quem se alimente do que é roubo


Mas vou guardar o meu tesouro


Caso você esteja mentindo.


.


Olha o sopro do dragão...


.


III


É a verdade o que assombra


O descaso que condena,


A estupidez o que destrói


Eu vejo tudo que se foi


E o que não existe mais


Tenho os sentidos já dormentes,


O corpo quer, a alma entende.


Esta é a terra-de-ninguém


Sei que devo resistir


Eu quero a espada em minhas mãos.


.


Não me entrego sem lutar


Tenho ainda coração


Não aprendi a me render


Que caia o inimigo então.


IV


- Tudo passa, tudo passará...


E nossa história não estará pelo avesso


Assim, sem final feliz.


Teremos coisas bonitas pra contar.


E até lá, vamos viver


Temos muito ainda por fazer


Não olhe para trás


Apenas começamos.


O mundo começa agora


Apenas começamos.



Letras do Dado, Renato e Marcelo.


Pode ser encarada como o resumo de uma ópera...


Gosto da dramaticidade... se é que vcs me entendem... Gosto quando ele fala:


"...é a estupidez o que destrói, vejo tudo o que se foi e o que não existe mais..."


.

francoa



Este post é em homenagem a minha melhor amiga .

Desilusão.. isto são várias músicas

Uma vez dividido, nada restou para subtrair


Algumas palavras quando faladas não podem voltar


Passeia nos próprios pensamentos e com pensamentos ele não pode resolver o que está pensando


O futuro se sobressai, mas ele está lento e afundando no passado


Amaldiçoou o dia e deixou ele ir


Certa vez ela acreditou em todas as história que ele tinha pra contar


Um dia ela endureceu e os olhares vazios


Em cada canto de uma cela de prisão compartilhada


Ela não o quer


Esperando, olhando o relógio


São 4 horas é hora de parar


Diga a ela que não agüenta mais


Ela pratica o seu discurso


Enquanto ele abre a porta ela se vira,finge dormir enquanto ele a observa


Ela mente e diz que está apaixonada por ele, que não pode achar um homem melhor


Ela sonha em cores, ela sonha em vermelho


Falando sozinha: “Não há mais ninguém que precisa saber”


Voltam lembranças de quando ela era corajosa e forte


E esperando pela vinda do mundo


Ela mente e diz que ainda o ama, que não pode achar um homem melhor


Ela o amou, sim.....ela não quer partir desse jeito


Ela precisa dele, sim...por isso ela voltará novamente


...



françoá

Minha lista de desejos


Eu queria ser uma bomba de nêutron, e por uma vez eu poderia falhar.


Eu queria ser um sacrifício, mas se de alguma maneira ainda vivesse.


Eu queria ser um enfeite sentimental que você carrega.


Na árvore de Natal, Eu queria ser a estrela que fica em cima.


...


Eu queria ser uma evidência


Eu queria ser o chão para 50 milhões de mãos erguidas e que se abrem para o céu.


...


Eu queria ser um marinheiro com alguém que esperasse por mim.


Eu queria ser como um afortunado, tão afortunado quanto eu sou.


Eu queria ser um mensageiro e que todas as notícias fossem boas.


Eu queria ser a lua cheia à brilhar sob o capô de um carro.


...


Eu queria ser o souvenir, sobre o qual você guarda a chave da casa.


Eu queria ser o pedal do freio, do qual você dependesse.


Eu queria ser o verbo "confiar" e nunca te decepcionar.


...


Eu queria ser uma canção de rádio, a única que você sintonizou....


Eu queria, eu queria, eu queria, eu queria... (eu acho que isso nunca acaba.)


.


Eu queria que você sofresse, da mesma maneira que eu sofro.


Eu queria que você fosse feliz, pois todos temos este direito.


Eu queria ser um plágio, para que nunca me chamessem de único ou "diferente".


Eu queria ter o direito de escolha, para que pudesse traçar o meu próprio caminho.


...


Eu queria ser um autor, para que minhas histórias nunca ficassem perdidas sem páginas.


Eu queria que você soubesse ler, para que um dia (talvez), você me entendesse.


Eu queria ser um raio de sol, para poder regular o mundo.


Eu queria ser a lua, para ser a dona das marés.


Eu queria que você não pudesse falar, para eu perder esse medo do "adeus".


Eu queria ser uma pedra, para que nada me atingisse.


Eu queria que as mãos servissem apenas para aplaudir.


Eu queria que as palavras fossem apenas boas.


Eu queria que nosso orgulho não fosse maior que nossa humildade.


.


e eu queria ser outro, para não ser eu mesmo... mas isto eu nunca vou conseguir....


.


françoá

14 de outubro de 2007

hooo mundo cruel...

O meu mundo era o apartamento


Detefon, almofada e trato


Todo dia filé-mignon


Ou mesmo um bom filé...de gato


Me diziam, todo momento


Fique em casa, não tome vento


Mas é duro ficar na sua


Quando à luz da lua


Tantos gatos pela rua


Toda a noite vão cantando assim


....


Nós, gatos, já nascemos pobres


Porém, já nascemos livres


Senhor, senhora ou senhorio


Felino, não reconhecerás


...


De manhã eu voltei pra casa


Fui barrada na portaria


Sem filé e sem almofada


Por causa da cantoria


Mas agora o meu dia-a-dia


É no meio da gataria


Pela rua virando lata


Eu sou mais eu, mais gata


Numa louca serenata


Que de noite sai cantando assim


Françoá


Pra falar a verdade, escrevi, ou melhor transcrevi a letra desta musica do chico, por que eu estava entediado, e se eu fosse escrever como me sinto neste momento, alguém ia querer se matar, daí eu ia ter que responder a um processo e blá.. blá..blá..blá..blá..

10 de outubro de 2007

um pouco de romance também é bom...

Esta velha casa está caindo ao redor de meus ouvidos


Estou afogando no rio das minhas lagrimas


Quando toda minha vontade acaba você me abraça


Preciso de você no escurecer do dia


...


Você me puxa como a lua puxa a maré


Voce sabe exatamente aonde guardo meu melhor lado


...


Que dias chegaram para nos manter afastados


Uma promessa quebrada ou um coração partido


Agora todos os passaros voaram para longe


Preciso de você no escurecer do dia


...


Chega a noite e você é só o que quero


Chega a noite, você pode ser minha confidente


...


Eu te vi na rua acompanhada


Por que voce não vem e descansa sua mente comigo?


Eu estou vivendo pela noite que roubamos


Preciso de você no escurecer do dia


Preciso de você no escurecer do dia

8 de outubro de 2007

Liberdade



O pássaro é livre na prisão do ar.


O espírito é livre na prisão do corpo.


Mas livre, bem livre, é mesmo estar morto.



...


françoá

Carta

“Há muito tempo sim, não te escrevo.


Ficaram velhas todas as notícias.


Eu mesmo envelheci: olha, em relevo, estes sinais em mim, não das carícias,(tão leves), que fazias no meu rosto: são golpes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino, que a sol-posto perde a sabedoria das crianças.

...


A falta que me fazes não é tanto à hora de dormir, quando dizias: “Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho.


É quando, ao despertar, revejo a um canto a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.”

...



C.D.A.

françoá

Momentos de reflexão...

O texto abaixo foi furtado, ou plagiádo, (escolha vc a melhor definição), do grande amigo Tiago,


Está escrito na sua página no orkut.. muuuito bacana mesmo


...



Nem todos os sonhos serão realizados


Nem todo choro será consolado


Nem todas as cancelas serão derrubadas


Nem toda a angustia será abafada


Será preciso fechar os olhos pra enxergar melhor.


Nem todas as notas serão ouvidas


Nem todas as perguntas serão respondidas


Nem todos os segredos serão guardados


Nem todos os desejos serão saciados


Será preciso calar pra se fazer entender.


Nem todo discurso será ouvido


Nem todos os conselhos serão seguidos


Nem tudo que vai irá voltar


Nem tudo que ficar, realmente estará aqui.


Será preciso calar pra se fazer entender.


Nem todo elogio será verdadeiro


Nem todos os aplausos serão sinceros


Nem tudo será como você quer.


Nem todos pensarão assim.


Será preciso perder para aprender.


Nem todos os amigos estarão por perto


Nem todos eles serão seus amigos


Nem toda indignação surtirá efeito


Seus defeitos, na verdade, são suas virtudes.


Será preciso encher os olhos para esvaziar o coração.


Não acredite em tudo que você ouve


Não confie em tudo que acredita,


Não esqueça de pensar duas vezes


Não esqueça de mudar de idéia


Será preciso duvidar para crer


Não esqueça o guarda-chuva


Não esqueça a luz ligada


Não esqueça de plantar uma árvore


Não esqueça de subir em uma


Será preciso simplificar para engrandecer


Sim o mal vencerá ás vezes


Sim tudo estará bem no final.


Um dia você dirá e ouvirá um sim


Sim tudo isso pode ser bobagem


Mas será preciso.


...


Françoá

2 de outubro de 2007

As belas que me desculpem...

As belas que me desculpem, mas beleza não é fundamental. Fundamental é outra coisa. Até porque, esse negócio de beleza é muito relativo. A princípio, de acordo com a conceituação estética, a beleza tem a ver com simetria; tem a ver com uma distribuição harmoniosa dos (como vou dizer?) atributos constituintes de cada ser. Acontece que isso não se aplica para mulheres. São exatamente os pequenos desacordos que conferem a cada uma sua magnitude. [Se alguém disser que isso vale, enquanto definição, também para os homens eu vou de concordar].


Bem... toda mulher tem, portanto, sua parcela de beleza. Umas um pouco mais, outras um pouco menos, mas todas tem. Sendo assim, o que realmente pesa em favor de determinadas mulheres não é (pasmem!) a beleza. É outra coisa. É a personalidade (Sim, mulheres também tem... rsrs).


Quanto à personalidade das mulheres, pode-se identificar três sabores: doce, salgado e insosso. As doces são meigas, carinhosas, atenciosas, um tanto submissas e, com o passar do tempo, pegajosas. As salgadas não são tão afetivas, mas por outro lado são mais determinadas e incisivas. Já as insossas não são nem uma coisa nem outra, são meio “sem graça”.


No geral, as salgadas são as melhores: não enjoam. As doces são tentadoras: todo mundo sente vontade de vez em quando. As insossas lembram água: não tem lá muita graça, mas matam a sede.


Claro que algumas mulheres conseguem transitar do doce para o salgado e vice-versa. Isso é bom, ou melhor, isso é ótimo. Mas tem aquelas que transitam para o insosso e lá permanecem. Isso não é bom; é péssimo, na verdade! E tem também aquelas que enganam: vc jura que ela era “sem graça” e quando a conhece mais a fundo (com ou sem trocadilho - rsrs) acaba se surpreendendo.



No mais, essa teoria dos sabores (que não é bem uma teoria, mas uma constatação) pode ser útil para responder a questão “por que alguns homens traem?”. É simples: muito doce enjoa; sempre só coisa salgada, não dá; e só de água ninguém vive.




***por favor, não me interpretem mal; melhor nem me interpretarem***



marcelo doro

Mulheres, mulheres ....parte 4

Poéticamente... sigo a nossa utopia de tentar entender (ou Intender), as mulheres...atualmente, estou lendo muito, conversando muito... e ficando louco... que ser mais estranho...


Por que nos facina tanto... são apenas mulheres, mas um simples sorriso nos desmancham, uma simples ligação de telefone consegue apagar toda a raiva que sentimos após uma briga... Oh ser mais estranho.. de repente some, e sem mais aparece e some novamente...


Então montamos um crepúsculo para nos defender, mas vem de novo o velho olhar e aquele simples "você me desculpa?" ... quem que consegue resistir....


Estou tentando.... mas tá difícil... se alguém souber como.... por favor !! Me ensina, mas sinceramente... acho que não quero aprender...

Pra terminar.. o velho Chico

Você vai me seguir aonde quer que eu vá


Você vai me servir, você vai se curvar


Você vai resistir, mas vai se acostumar


Você vai me agredir, você vai me adorar


Você vai me sorrir, você vai se enfeitar


E vem me seduzir

...


Me possuir, me infernizar


Você vai me trair, você vem me beijar


Você vai me cegar e eu vou consentir


Você vai conseguir enfim me apunhalar


Você vai me velar, chorar, vai me cobrir


e me ninar

...


Franço

A Cúmplice

Eu quero uma mulher


que seja diferente


de todas que eu já tive,


de todas tão iguais


que seja minha amiga,


amante, confidente


a cúmplice de tudo


que eu fizer a mais.

....


No corpo tenha o Sol


no coração a Lua


a pele cor de sonho


as formas de maçãs


a fina transparência


uma elegância nua


o mágico fascínio


o cheiro das manhãs.

....


Eu quero uma mulher


de coloridos modos


que morda os lábios sempre


que for me abraçar


no seu falar provoque


o silenciar de todos


e seu silêncio obrigue


a me fazer sonhar.

....


Que saiba receber


que saiba ser bem-vinda


que possa dar jeitinho


a tudo que fizer


que ao sorrir provoque


uma covinha linda


de dia, uma menina


a noite, uma mulher.

...


Françoá


...pode até ser meio romantica demais... mas também é linda demais...
Foi escrita pelo Juca Chaves

1 de outubro de 2007

Assim falou....

"...o homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem. Uma corda sobre o abismo.


Perigosa para percorrê-la, é perigoso ir por esse caminho, perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é grande no homem é ele ser uma ponte e não uma meta. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem um declínio.


Eu amo só aqueles que sabem viver no estado de declínio porque são esses que chegam alto e além. Amo aqueles que cultivam um grande desdém, porque são aqueles que trazem em si grande veneração, são flechas do desejo disparadas para o outro lado da margem.


Amo aquele que vive para conhecer e que quer conhecer, para que um dia o viva. Assim é que a seu modo quer seu próprio declínio.


Amo aquele que ama a sua virtude porque a virtude é vontade de declínio e uma flecha do desejo. Amo aquele que não reserva para si uma só gota de seu espírito, mas que quer ser inteiramente o espírito de sua virtude, porque assim atravessa a ponte como um espírito.


Amo aquele que cuja alma é profunda, mesmo nos sofrimentos, e que pode morrer por qualquer acidente fútil, porque é de bom grado que cruzará a ponte. Amo aquele cuja alma transborda, a ponto de se esquecer de si mesmo e de que nele estão todas as coisas, porque assim todas as coisas convergirão para seu declínio...

....


e assim falou Zaratustra...


Françoá